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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Clássicos da literatura brasileira viram jogos virtuais; confira


Bruna Souza Cruz
Do UOL, em São Paulo
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Que tal construir casas no mesmo terreno do cortiço descrito por Aluísio Azevedo em seu livro de mesmo nome? Ou então aventurar-se com o filho de Leonardo Pataca e Maria das Hortaliças, da obra Memórias de um Sargento de Milícias?
Com a proposta de mostrar aos jovens internautas que a literatura clássica pode ser divertida e interessante, o gestor cultural Celso Santiago desenvolveu o projeto Livro e Game, que adaptou para o universo dos jogos virtuais os clássicos brasileiros "O Cortiço" (Aluísio Azevedo), "Memórias de um Sargento de Milícias" (Manuel Antônio de Almeida) e "Dom Casmurro" (Machado de Assis).
"Depois da experiência de utilizar um material multimídia em um curso para educadores sobre o livro Macunaíma, vi que a possibilidade de unir esses universos poderia ser bem interessante. E comecei aí a pensar em trabalhar com games", explica Santiago. "Além disso, muitos jovens veem a literatura como obrigação. Pelo contrário, a literatura é prazer, é se envolver, é descobrir."

VEJA CLÁSSICOS QUE
VIRARAM QUADRINHOS

No site, os internautas aprendem sobre as obras, seus contextos históricos e sobre os autores participando das aventuras, dramas e vida dos personagens dos livros.
De acordo com Gilson Schwartz, professor da USP (Universidade de São Paulo) e diretor da Games for Change na América Latina, os jogos virtuais, de modo geral,  ajudam a desenvolver o cérebro como se estivéssemos numa academia ajudando nos processos de ensino e aprendizagem.
A primeira adaptação de clássico para jogo eletrônico da série foi apresentada durante a 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em 2012, e em outubro do mesmo ano foi lançada no site do projeto.  Meses depois, em janeiro de 2013, mais dois jogos passaram a fazer parte do Livro e Game. Todo o projeto contou com o apoio financeiro da Fundação Telefônica, após atender os critérios de seleção exigidos pelo edital de incentivo a projetos que unissem a arte e a tecnologia.

"Ler o livro, pesquisar, criar o roteiro, descobrir quais jogos podem sair e observar que natureza de emoções pode ser oferecida foram algumas das etapas dentro da criação dos três jogos", resume o gestor cultura.
Curso de formação Segundo Santiago, mais dois projetos estão em desenvolvimento. "Estou captando recursos e até o final desse ano queremos lançar os jogos dos livros Triste Fim de Policarpo Quaresma [de Lima Barreto] e Noite na Taberna [de Álvares de Azevedo]", conclui.
Paralelo ao lançamento do primeiro game, Santiago também lançou o curso de formação de professores focado na introdução à cultura digital.
"Muitos professores tiveram uma formação que não é uma formação desse momento que estamos. Não nasceram na cultura digital. Eles precisam se ambientar a esse novo meio, precisam saber que existem algumas alternativas na internet que eles podem usar como referências nas atividades pedagógicas", afirma.

domingo, 26 de maio de 2013

Enquete com especialistas elegeu os melhores livros e autores do paísA reportagem entrou em contato com 50 intelectuais de vários estados e instituições ligadas à literatura, como universidades, revistas especializada

Publicação: 14/04/2013 


Ao longo de três semanas, com o objetivo de fazer um levantamento sobre o que de melhor a literatura brasileira produziu e tem produzido ao longo da história, nos campos da poesia e da ficção, a reportagem entrou em contato com 50 intelectuais de vários estados e instituições ligadas à literatura, como universidades, revistas especializadas, cadernos de cultura de grandes jornais, centros de pesquisa e projetos literários e de incentivo à leitura. A eles foi pedido que indicassem, de acordo com suas preferências: a) os cinco melhores escritores vivos da literatura brasileira; b) os cinco melhores escritores da literatura brasileira de todos os tempos; c) os cinco melhores livros da literatura brasileira, ficção e poesia, de todos os tempos.

O resultado, como todas as listas da mesma natureza, por um lado consagra o cânone, por outro revela interessantes surpresas, que mostram a dinâmica que perpassa o setor cultural. Mesmo as mais consagradas escolhas carregam o marca do seu tempo. Além disso, o resultado acaba por constituir um repertório variado, que vale por um projeto de leitura para quem busca conhecer a literatura brasileira. As preferências pessoais, no contexto de uma seleção feita por um número significativo de especialistas, não deixa de abrir um diálogo com a sociedade sobre o valor da literatura e sua significação no processo de constituição da cultura brasileira.

Cinco melhores livros da literatura brasileira de todos os tempos (por ordem de votação)
1) Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa, Minas Gerais (1956)
2) Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, Rio de Janeiro (1880)
3) Dom Casmurro, de Machado de Assis, Rio de Janeiro (1899)
4) Vidas secas, de Graciliano Ramos, Alagoas (1938)
5) São Bernardo, de Graciliano Ramos, Alagoas (1934)
6) A paixão segundo GH, de Clarice Lispector, nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira, viveu em Pernambuco e no Rio de Janeiro
7) A rosa do povo, de Carlos Drummond de Andrade, Minas Gerais
8) Macunaíma, de Mário de Andrade, São Paulo
9) Educação pela pedra, de João Cabral de Melo Neto, Pernambuco
10) Claro enigma, de Carlos Drummond de Andrade, Minas Gerais
11) Os sertões, de Euclides da Cunha, Rio de Janeiro
12) A hora da estrela, de Clarice Lispector
13) Alguma poesia, de Carlos Drummond de Andrade, Minas Gerais
14) O tempo e o vento, de Erico Verissimo, Rio Grande do Sul
15) A invenção de Orfeu, de Jorge de Lima, Alagoas
16) Angústia, de Graciliano Ramos, Alagoas
17) Laços de família, de Clarice Lispector
18) Morte e vida severina, de João Cabral de Melo Neto, Pernambuco
19) Menina morta, de Cornélio Pena, Rio de Janeiro
20) Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles, Rio de Janeiro
21) Crônica da casa assassinada, de Lúcio Cardoso, Minas Gerais
22) Avalovara, de Osman Lins, Pernambuco
23) Crônica do viver baiano seiscentista, de Gregório de Matos, Bahia
24) Memorial de Aires, de Machado de Assis, Rio de Janeiro
25) Rútilo nada, de Hilda Hilst, São Paulo
26) A invenção do mar, de Gerardo Mello Mourão, Rio de Janeiro
27) As meninas, de Lygia Fagundes Telles, São Paulo
28) Esaú e Jacó, de Machado de Assis, Rio de Janeiro
29) Espumas flutuantes, de Castro Alves, Bahia
30) Memórias do cárcere, de Graciliano Ramos, Alagoas
31) O ateneu, de Raul Pompéia, Rio de Janeiro
32) Os velhos marinheiros e a morte e a morte de Quincas Berro d’agua, de Jorge Amado, Bahia
33) Poema sujo, de Ferreira Gullar, Maranhão
34) Contos do imigrante, de Samuel Rawet (nascido na Polônia, viveu no Rio de Janeiro e Brasília)
35) Corpo de baile, de Guimarães Rosa, Minas Gerais
36) Estrela da vida inteira, de Manuel Bandeira, Pernambuco
37) Incidente em Antares, de Erico Verissimo, Rio Grande do Sul
38) Lição das coisas, de Carlos Drummond de Andrade, Minas Gerais
39) Menino do engenho, de José Lins do Rego, Paraíba
40) Obra reunida, de Campos de Carvalho, Minas Gerais
41) O guesa errante, de Sousândrade, Maranhão
42) O mez da grippe, de Valêncio Xavier, São Paulo
43) O quinze, de Rachel de Queirós, Ceará
44) Perto do coração selvagem, de Clarice Lispector
45) Poemas negros, de Jorge de Lima, Alagoas
46) Primeiros cantos, de Gonçalves Dias, Maranhão
47) Sentimento do mundo, de Carlos Drummond de Andrade, Minas Gerais
48) Sinos da agonia, de Autran Dourado, Minas Gerais
49) Viva o povo brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro, Bahia
50) Catrâmbias, de Evandro Afonso Ferreira, Minas Gerais
51) Crônicas reunidas, de Rubem Braga, Espírito Santo
52) Eles eram muitos cavalos, de Luiz Ruffato, Minas Gerais
53) Eu, de Augusto dos Anjos, Paraíba
54) Gabriela, cravo e canela, de Jorge Amado, Bahia
55) Galáxias, de Haroldo de Campos, São Paulo
56) Mação no escuro, de Clarice Lispector
57) O pirotécnico Zacarias, de Murilo Rubião, Minas Gerais
58) Pelo fundo da agulha, de Antônio Torres, Bahia
59) Relato de um certo oriente, de Milton Hatoum, Amazonas
60) Romance da Pedra do Reino, de Ariano Suassuna, Paraíba
61) Sagarana, de Guimarães Rosa, Minas Gerais
62) Estrela da manhã, de Manuel Bandeira, Pernambuco
63) Lavoura arcaica, de Raduan Nassar, São Paulo
64) Memórias sentimentais de João Miramar, de Oswald de Andrade, São Paulo
65) O albatroz azul, de João Ubaldo Ribeiro, Bahia
66) O cão sem plumas, de João Cabral de Melo Neto, Pernambuco
67) O encontro marcado, de Fernando Sabino, Minas Gerais
68) Sítio do Pica-pau Amarelo, de Monteiro Lobato, São Paulo
69) Toda poesia, de Paulo Leminski, Paraná
70) Tu, não te moves de ti, de Hilda Hilst, São Paulo

Dos 70 livros citados entre os melhores de todos os tempos:

- O século 20 domina, como 59 títulos
- Um foi publicado no século 17: Crônica do viver baiano seiscentista, de Gregório de Matos
- Seis foram publicados no século 19: Primeiros cantos, de Gonçalves Dias; O guesa errante, de Sousândrade; O ateneu, de Raul Pompéia; Espumas flutuantes, de Castro Alves; Dom Casmurro e Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
- Quatro foram publicados no século 21: O albatroz azul, de João Ubaldo Ribeiro; Catrâmbrias, de Evandro Affonso Ferreira, Eles eram muitos cavalos, de Luiz Ruffato; e Pelo fundo da agulha, de Antonio Torres (trilogia encerrada em 2006)
- Nenhum dos 70 livros foi escrito no século 18

Escritores que tiveram mais de um livro citado entre os melhores da literatura brasileira
Carlos Drummond de Andrade, 5 (Rosa do povo, Claro enigma, Lição das coisas, Sentimento do mundo e Alguma poesia)

Clarice Lispector, 5 (A paixão segundo GH, A hora da estrela, Perto do coração selvagem, A maçã no escuro e Laços de família)

Machado de Assis, 4 (Memórias póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Esaú e Jacó e Memorial de Aires)

Graciliano Ramos, 4 (Vidas secas, São Bernardo, Memórias do Cárcere e Angústia)

Guimarães Rosa, 3 (Grande sertão: veredas, Sagarana e Corpo de baile)

João Cabral de Melo Neto, 3 (Educação pela pedra, O cão sem plumas e Morte e vida severina)

Erico Verissimo, 2 (O tempo e o vento e Incidente em Antares)

Hilda Hilst, 2 (Rútilo nada e Tu não te moves de ti)

João Ubaldo Ribeiro, 2 (Viva o povo brasileiro e O albatroz azul)

Jorge Amado, 2 (Velhos marinheiros e Gabriela, cravo e canela)

Jorge de Lima, 2 (A invenção de Orfeu e Poemas negros)

Manuel Bandeira, 2 (Estrela da vida inteira e Estrela da manhã)

Maiores escritores brasileiros de todos os tempos (por ordem de votação)
1) Machado de Assis, Rio de Janeiro (1839-1908)
2) Guimarães Rosa, Minas Gerais (1908-1967)
3) Carlos Drummond Andrade, Minas Gerais (1902-1987)
4) Graciliano Ramos, Alagoas (1892-1953)
5) Clarice Lispector, nascida na Ucrânia, viveu em Pernambuco e no Rio de Janeiro (1920-1977)
6) João Cabral de Melo Neto, Pernambuco (1920-1999)
7) Castro Alves, Bahia (1847-1891)
8) Gregório de Matos, Bahia (1636-1696)
9) Euclides da Cunha, Rio de Janeiro (1866-1909)
10) Cecília Meireles, Rio de Janeiro (1901-1964)
11) Caio Fernando Abreu, Rio Grande do Sul (1948-1996)
12) Erico Verissimo, Rio Grande do Sul (1905-1975)
13) Gonçalves Dias, Maranhão (1823-1864)
14) Lima Barreto, Rio de Janeiro (1881-1922)
15) Nelson Rodrigues, Pernambuco (1912-1980)
16) Oswald de Andrade, São Paulo (1890-1954)
17) Cruz e Souza, Santa Catarina (1861-1898)
18) José de Alencar, Ceará (1829-1877)
19) Manuel Bandeira, Pernambuco (1886-1968)
20) Dalton Trevisan, Paraná (1925)
21) Autran Dourado, Minas Gerais (1926-2012)
22) Hilda Hilst, São Paulo (1930-2004)
23) Lúcio Cardoso, Minas Gerais (1913-1968)
24) João Ubaldo Ribeiro, Bahia (1941)
25) Jorge de Lima, Alagoas (1895-1953)
26) José Lins do Rego, Paraíba (1901-1957)
27) Lygia Fagundes Telles, São Paulo (1923)
28) Rubem Braga, Espírito Santo (1913-1990)
29) Sousândrade, Maranhão (1832-1902)
30) Carlos Pena Filho, Pernambuco (1929-1960)
31) Mário de Andrade, São Paulo (1893-1945)
32) Moacyr Scliar, Rio Grande do Sul (1937-2011)
33) Osman Lins, Pernambuco (1924-1978)
34) Rachel de Queirós, Ceará (1910-2003)
35) Rubem Fonseca, Minas Gerais (1925)
36) Vinicius de Moraes, Rio de Janeiro (1913-1980)
37) Dalcídio Jurandir, Pará (1909- 1979)
38) Hugo de Carvalho Ramos, Goiás (1895-1921)

» Entre os maiores escritores da literatura brasileira de todos os tempos que receberam indicações, apenas quatro estão vivos, Rubem Fonseca, João Ubaldo Ribeiro, Lygia Fagundes Telles e Dalton Trevisan

» O estados brasileiro com mais nomes de escritores citados foi Pernambuco, com 6 indicações; seguido de Rio de Janeiro e Minas Gerais, com 5; São Paulo com 4; Rio Grande do Sul e Bahia com 3; Alagoas, Maranhão e Ceará com 2; e Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Goiás, Paraíba e Pará com 1

» Dos escritores considerados os maiores da literatura brasileira, 1 nasceu no século 17 (Gregório de Mattos); 14 nasceram no século 19; e 23 no século 20

» Os cinco maiores escritores brasileiros de todos os tempos morreram no Rio de Janeiro

Os maiores escritores brasileiros vivos (por ordem de votação)
1) Dalton Trevisan, Paraná (1925)
2) Ferreira Gullar, Maranhão (1930)
3) Lygia Fagundes Telles, São Paulo (1923)
4) Milton Hatoum, Amazonas (1952)
5) Rubem Fonseca, Minas Gerais (1925)
6) João Ubaldo Ribeiro, Bahia (1941)
7) Manoel de Barros, Mato Grosso (1916)
8) Ariano Suassuna, Paraíba ( 1927)
9) Raduan Nassar, São Paulo (1935)
10) Adélia Prado, Minas Gerais (1935)
11) Sérgio Sant’Anna, Rio de Janeiro (1941)
12) Luis Ruffato, Minas Gerais (1961)
13) Augusto de Campos, São Paulo (1931)
14) Bernardo Carvalho, Rio de Janeiro (1960)
15) Luis Fernando Verissimo, Rio Grande do Sul (1936)
16) João Gilberto Noll, Rio Grande do Sul (1946)
17) Nélida Piñon, Rio de Janeiro (1937)
18) Cristóvão Tezza, Santa Catarina (1952)
19) Siviano Santiago, Minas Gerais (1936)
20) Affonso Romano de Sant’Anna, Minas Gerais (1937)
21) Paulo Henriques Britto, Rio de Janeiro (1951)
22) Alberto Mussa, Rio de Janeiro (1961)
23) Armando Freitas Filho, Rio de Janeiro (1940)
24) Carlos Heitor Cony, Rio de Janeiro (1926)
25) Evandro Afonso Ferreira, Minas Gerais (1945)
26) Glauco Mattoso, São Paulo ( 1951)
27) Ignácio de Loyola Brandão, São Paulo (1936)
28) Rui Mourão, Minas Gerais (1929)
29) Angela Lago, Minas Gerais (1945)
30) Edney Silvestre, Rio de Janeiro (1950)
31) Antonio Torres, Bahia ( 1940)
32) Chico Buarque, Rio de Janeiro (1944)
33) Francisco Alvim, Minas Gerais (1938)
34) Francisco Azevedo, Rio de Janeiro (1951)
35)Luiz Vilela, Minas Gerais (1942)
36) Lya Luft, Rio Grande do Sul (1938)
37) Ana Miranda, Ceará (1951)
38) João Almino, Rio Grande do Norte (1950)
39) Raimundo Carrero, Pernambuco (1947)
40) Zulmira Ribeiro Tavares, São Paulo (1930)
41) Antonio Cícero, Rio de Janeiro (1945)
42) Ana Martins Marques, Minas Gerais (1977)
43) Beatriz Bracher, São Paulo (1961)
44) Cintia Moscovich, Rio Grande do Sul (1958)
45) Maria Esther Maciel, Minas Gerais (1963)
46) Miguel Sanches Neto, Paraná (1965)
47) Paulo Coelho, Rio de Janeiro (1947)
48) Reinaldo de Moraes, São Paulo (1950)
49) Ruth Rocha, São Paulo (1931)
50) Ruy Espinheira Filho, Bahia (1942)
51) Sebastião Nunes, Minas Gerais (1938)

» Foram citados 51 nomes, sendo 39 homens e 12 mulheres

» O mais velho é Manoel de Barros, nascido em 1916, em Mato Grosso.

» A mais nova é Ana Martins Marques, nascida em 1977, em Minas Gerais

» Entre os escolhidos, 12 são poetas e 39 prosadores

» O estado com maior número de autores citados é Minas Gerais, com 13, seguido do Rio de Janeiro, com 12, São Paulo, com 9, e Rio Grande do Sul, com 4

» Os demais estados com autores citados foram Bahia, com 3, Paraná com 2 e, com um autor citado cada, os estados do Maranhão, Santa Catarina, Amazonas, Mato Grosso, Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco.

Quem votou
Armando Antenore, redator-chefe da revista Bravo, SP; Audemaro Taranto, professor da literatura da PUC/MG; Afonso Borges, projeto Sempre um papo, MG; Aleilton Fonseca, professor da literatura da Universidade Estadual de Feira de Santana, BA; Angelo Oswaldo, jornalista, membro da Academia Mineira de Letras, MG; Benjamin Abdala Jr., professor titular de literatura brasileira da USP, SP; Carlos Marcelo, editor-chefe do jornal Estado de Minas, MG; Cláudio Willer, jornalista e ensaísta, SP; Carlos Ribeiro, professor de jornalismo da Universidade Federal do Recôncavo Baiano, BA; Claudiney Ferreira, jornalista e gerente de audivisual do Itaú Cultural, SP; Ésio Macedo Ribeiro, ensaísta e crítico literário, Brasília; Eneida Maria de Souza, professora emérita de literatura brasileira da UFMG; Edgard Murano, jornalista, editor da revista Metáfora, SP; Francisco Bosco, ensaísta e colunista de O Globo, RJ; Flávio Loureiro Chaves, professor de literatura brasileira da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, RS; Fernanda Coutinho, professora de literatura da Universidade Federal da Paraíba, PB; Ivety Walty, professora de literatura brasileira da PUC/MG; José Eduardo Gonçalves, Ofício da Palavra, MG; Jorge Pieiro, ensaísta e crítico literário, CE; João Paulo, jornal Estado de Minas, MG; Jaime Prado Gouvêa, editor do Suplemento Literário de Minas Gerais, MG; Josélia Aguiar, jornalista e crítica literária, SP; Ligia Cademartori, doutora em teoria da literatura e ex-professora da Universidade de Brasília; Lucília de Almeida Neves, professora dos cursos de pós graduação em história e direitos humanos da Universidade de Brasília; Luciana Vilas-Boas, jornalista e agente literária, RJ; Letícia Malard, professora emérita de literatura da UFMG; Leyla Perrone Moisés, professora de literatura da Universidade de São Paulo, SP; Luci Collin, professora de literatura da Universidade Federal do Paraná, PR; Luis Augusto Fischer, professor de literatura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, RS; Lúcia Riff, agente literária, RJ; Márcia Marques de Morais, professora de literatura na PUC/MG; Maria Adélia Menegazzo, professora de teoria da literatura da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, MS; Nahima Maciel, do Correio Braziliense, Brasília; Ninfa Parreiras, professora de literatura da Estação das Letras/FNLIJ, RJ; Noemi Jaffe, crítica literária e professora de literatura da PUC/SP; Paulo Paniago, jornalista e professor de literatura da Universidade de Brasília; Piero Eyben, professor de Literatura da, Universidade Federal de Brasília; Paulo Goethe, do Diário de Pernambuco, PE; Raquel Naveira, professora de literatura na Universidade Anhembi-Murumbi, SP; Ronaldo Cagiano, jornalista e crítico literário, SP; Rinaldo de Fernandes, professor de literatura da Universidade Federal da Paraíba, PB; Ruth Silviano Brandão, professora emérita da UFMG; Regina Zilberman, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, RS; Selma Caetano, curadora do Prêmio Portugal Telecom de Literatura, SP; Sonia Torres, professora de literatura e língua portuguesa da Universidade Federal Fluminense, RJ; Suzana Vargas, produtora cultural da Estação das Letras, RJ; Suênio Campos de Lucena, ensaísta e crítico literário, BA; Sérgio Sá, professor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília; Severino Francisco, do Correio Braziliense, Brasília; Wander Melo Miranda, professor de literatura da UFMG.

O Diário de John Winchester_ Crítica



O Diário de John Winchester


Autor: Irvine, Alex 
Editora: Gryphus
 Categoria: Literatura Estrangeira / Terror

Um bom livro. Recomendado principalmente para os fãs da série!
A obra passa a ideia ao leitor de que se está lendo o próprio diário do John Winchester. O próprio livro tenta passar esta sensação, cuja confecção possui a forma de um diário.
Os relatos contidos no "diário" contribuem para somar várias peças do quebra cabeças da história do seriado, vez que John escreve suas memórias e experiências desde a morte de sua esposa até o momento do início da série.
Para tanto, tem-se acesso a vida dos Winchester em forma de relatos, onde se pode acompanhar o crescimento de Sam e Dean, além das inúmeras anotações sobre as criaturas quem a família Winchester caça, ano a ano.
Recomendo demais!

A Promessa_ Crítica



A Promessa


Autor: Richard Paul Evans
Páginas: 283
Ano: 2011
Editora: Lua de Papel



Se você é daqueles que naturalmente costuma julgar e escolher livros somente por suas capas magnificas, e não pelo conteúdo em si de fato,  este exemplar (na minha humilde opinião) é um exemplo incontestável de que nem sempre por traz de uma figura representativa perfeita, há uma maquiagem tão bem bolada. Sendo direta, na minha opinião a estética altamente atrativa do livro, não superou em aspecto algum todo conteúdo que ele carrega. E sinceramente sinto em dizer que é uma daquelas histórias que quando está quase te cativando, algo totalmente sem sentido coloca tudo a perder. Me senti enganada sabe.

Sou bem exigente com os livros que costumo ler, e a primeira coisa que faço depois de selecionar um título na qual me interesso,analiso bem a sinopse para descobrir se a leitura se trata de algo que realmente procuro no momento. E com este livro não poderia ser diferente. Confesso que fiquei muito empolgada em com tramites que a leitura supostamente ofereceria, e me peguei cheia de expectativas imaginando mil e uma aventuras da história  da provável  "fantástica vida "de Beth Cardall.
O prólogo do livro ao todo é bem misterioso.  Claro, o que nos deixa mais instigados e curiosos para saber os "porquês"  de tudo que nele é citado por Beth.

  A personagem principal  é uma mulher sofrida que após ter sido traída e abandonada pelo marido vive apenas para trabalhar e garantir a sobrevivência dela e de sua filha, que sofre de uma grave e misteriosa doença.

 Até o dia em que ela por um desses acasos da vida conhece um homem que vem para mudar o curso de tudo isso.
Até aí você pensa que vai seguir a história sem maiores sobressaltos e que ela terá um daqueles finais clichês - que todo mundo adora - dos livros de romance. Mas não é bem assim: O tal homem guarda uma série de mistérios e a história começa a desenrolar de um jeito pra lá de esquisito, terminando de uma forma que você para e diz: "Tá, é sério que esse é o final do livro?".

                   Bem, se você espera desta livro juras de amor eternas e beijos molhados como nos típicos romances, ESQUECE! Recomendo que vá em busca de algo como... Nicholas Sparks  por exemplo, não vai se arrepender.

                       Para mim essa litura foi completamente frustrante com um desfecho EXTREMAMENTE inesperado. Ousado também. Mas tanto que me deixou duplamente frustrada. Entretanto , não posso negar que imaginação e personalidade não faltou na obra de Evans.

               Eu sei que minha opinião pode gerar uma série de desconcordâncias.  Mediante  a isso peço que vocês leem e depois exponham aqui suas críticas para que possamos discutir a história. No mais, sei que também ficaram curiosos para saber o motivo de minha total decepção com história. E espero que compreendam meu desapontamento quando a lerem também.

sábado, 25 de maio de 2013

Como havia prometido na resenha de Lola e o Garoto da casa ao lado.     

   Anna e o Beijo Francês


                                                      Stephanie Perkins



04
Romance Estrangeiro
Editora Novo Conceito
288 páginas


“Isto é tudo o que sei sobre a França: Madeline, Amélie e Moulin Rouge. A Torre Eiffel e o Arco do Triunfo também, embora eu não saiba qual a verdadeira função de nenhum dos dois. Napoleão, Maria Antonieta e vários reis chamados Louis. Também não estou certa do que eles fizeram, mas acho que tem alguma coisa a ver com a Revolução Francesa, que tem algo a ver com o Dia da Bastilha. O museu de arte chama-se Louvre, tem o formato de uma pirâmide, e a Mona Lisa vive lá junto com a estátua da mulher sem braços. E tem cafés e bistrôs — ou qualquer nome que eles dão a estes — em cada esquina... Não é que eu seja ingrata, quero dizer, é Paris. A Cidade Luz! A cidade mais romântica do mundo.” Anna Oliphant não está nada entusiasmada com a ideia de se mudar para Paris, já que seu pai, um famoso escritor norte-americano, decidiu enviá-la para um colégio interno na Cidade Luz. Anna prefere ficar em Atlanta, onde tem um bom emprego, uma melhor amiga fiel e um namoro prestes a acontecer. Mas, ao chegar a Paris, Anna conhece Étienne St. Clair, um rapaz inteligente, charmoso e bonito. Só que Etiénne, além de tudo, tem uma namorada... Anna e Etiénne se aproximam e as coisas ficam mais complicadas. Será que um ano inteiro de desencontros em Paris terminará com o esperado beijo francês? Ou certas coisas simplesmente não estão destinadas a acontecer? Stephanie Perkins escreveu um romance de estreia divertido, com personagens espirituosos que garantem dedos formigando e corações derretendo.


Eu tenho insônia, e raramente durmo quando viajo de avião, então aproveitei pra ler ele no voo pra Suíça, comecei as 00 hs e terminei antes de servirem o café da manha.

Ele é um livro leve, engraçado e com uma leitura fácil.

Anna é uma adolescente de 17 anos, filha de pais separados, cujo pai é um autor famoso (muito Nicholas Sparks) que decide manda-la fazer o ultimo ano do high school em Paris, e ela não esta nada feliz com isso. Ela teve que abandonar a melhor amiga Bridge e um ótimo candidato a namorado, o Toph, alem do seu irmãozinho mais do que fofo, o Sean. Anna chega em Paris revoltada e muito triste por deixar Atlanta pra estudar em um colégio interno, em um país estranho com um idioma que ela não entende e não fala nenhuma palavra. Anna é engraçada, tímida, apaixonada por cinema, as vezes faz umas burradas, mas qual a protagonista que não faz merda uma vez ou outra?

Logo na primeira noite ela já conhece Meredith, uma garota muito extrovertida que cara já recebe Anna muito bem no seu grupo. Saindo do quarto da Meredith, Anna encontra Etienne, lindo, gentil, engraçado e pra fechar o pacote ele tem sotaque britânico, quem resiste? Anna com certeza não! O defeito dele? Uma namorada! E ser inseguro e um pouquinho enrolado. Na verdade tanto Anna quanto Etienne tem o problema de não conseguirem ficar sozinhos.

Eles começam uma amizade sem segundas intenções, e o livro todo vai contando como essa amizade vai evoluindo.

"Seguro na ponta da mesa de um café na calçada para evitar cair. Os fregueses me olham alarmados, mas não me preocupo.  Estou cambaleando e busco por ar. Como posso ter sido tão estúpida? Como posso ter acreditado, por um momento, que não estava apaixonada por ele?"


O livro é contado por uma menina indo pela primeira vez em Paris, então nós temos uma visão da magnifica cidade luz. Anna vai com Etienne St. Clair conhecendo alguns dos monumentos de Paris, eu já fui na cidade algumas vezes e acho que a autora relatou muito bem a cidade. Mas eu gostaria que ela tivesse conhecido melhor a cidade, mostrado mais monumentos, nem se quer uma voltinha pela Champs Ellise? Um absurdo! Anna não conheceu a Torre Eiffel (só de longe), nem o Arco do Triunfo! Como assim? Mas enfim, o pouco que ela mostrou da cidade, mostrou bem!

Achei os personagens bem relatados, mas são todos mostrados bem secundariamente, não conhecemos eles muito bem. Só mesmo a Anna e o St. Clair.
Não é um livro pra se ter na cabeceira e ler mil vezes, nem pra se perder nas palavras da autora, não da pra chorar e nem se emocionar, mas umas risadas até dá pra ter em alguns momentos. É um livro simples e fofo, não sei com que outras palavras posso simplificar ele.

"E pela primeira vez desde que cheguei em casa, estou completamente feliz. É estranho. Casa. Como eu pude querer estar aqui por tanto tempo, só para perceber que ela se foi. Estar aqui, tecnicamente na minha casa, e descobrir que minha casa agora é em outro lugar. Mas isso também não está certo.Sinto falta de Paris, mas lá não é minha casa. É mais algo do tipo sentir falta… disso. Desse calor pelo telefone. É possivel que lar seja uma pessoa e não um lugar? Bridge costumava ser meu lar. Talvez St. Clair seja meu novo lar.Eu reflito sobre isso a medida que nossas vozes vão se cansando e nós paramos de conversar. Nós só ficamos na companhia um do outro. Minha respiração. Sua respiração. Minha respiração. Sua respiração. Eu não poderei nunca dizer isso a ele, mas é verdade.Isto é estar em casa. Nós dois."

sábado, 4 de maio de 2013

Smile


 Charles Chaplin



 
Sorria, embora seu coração esteja doendo
Sorria, mesmo que ele esteja partido
Quando há nuvens no céu
Você sobreviverá
Se você apenas sorri
Com seu medo e tristeza
Sorria e talvez amanhã

Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
se você apenas sorrir


Ilumine sua face com alegria
Esconda todo rastro de tristeza
Embora uma lágrima possa estar tão próxima
Este é o momento que você tem que continuar tentando

Sorria, pra que serve o choro?
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas Sorrir


Sorria, embora seu coração esteja doendo
Sorria, mesmo que ele esteja partido
Quando há nuvens no céu
Você sobreviverá
Se você apenas sorri
Com seu medo e tristeza
Sorria e talvez amanhã

Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas Sorrir

Este é o momento que você tem que continuar tentando
Sorria, pra que serve o choro?
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas Sorrir.








**Boa Noite**

Marca Páginas

Oi Gente! Boa Noite! Bisbilhotando na internet, encontrei esses  marca página Postado no Blog da gabrielacintra.blogspot.com  Achei bem interessante e resolvi compartilhar com vocês. Para aprender o passo a passo acessem o link acima.



 
 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 30 de abril de 2013

Chegando Juntos_ Crítica


Emlny Ress e Josie Lloyd
Categoria: Romance
380 páginas


         Sabe aquele sentimento entre amor e ódio  que dispertamos quando nos deparamos com uma pessoa que nem se quer de longe está perto de ser perfeita?  pois é foi, exatamente assim que me senti com tode o desembolar desse livro em relação à u m personagem em especial. A cada capítulo que Jack Rossiter narrada queria mais e mais dentende-lo, e foi exatamente por isso que passei boa parte de minha leitura em um conflito interno sobre ama-lo ou não.

Jack é solteiro. Na realidade é extremamente solteiro. E se sente tão bem com isso, que mudar esse seu status não está na lista das coisas que pretende para um futuro próximo. Tem 27 anos, sonha em ser artista plático e mora com um amigo de infância Matt - no qual Jack explora a todo momento- Aproveitam ao maximo suas solterisse em uma cidade Londres com muitas festas, mulheres e mentiras. A alguns anos coleciona vasta lista de relacionamentos amprosos de uma única noite.

Amy Crosbe é solteira. Extremamente solteira na realidade, e se sente péssima com isso. Não faz sexo a cerca de seis meses e tem grande receio de alcançar os trinta com um vida completamente vazia. Tem 25 anos. É sexy, bonita inteligente e sonha em trabalhar com moda, ainda que isso não fique tão explicito no livro mediante sua típica insegurança feminina. Mora só num ap. próprio. Sua melhor amiga é a Helen ou H, elas -são tão amigas a ponto da mãe de Amy questiona-la sua opção sexual-. Sua vida não anda as mil maravilhas desde o ultimo relacionamento completamente fracassado e frustrante que teve. O pior e que e que nem sua vida profissional pode a consolar já que trabalhou em vários serviços temporários desde a faculdade. Ela não consegue ver um futuro promissor e feliz para si propria.

A trama começa a se desenvolver a partir de um encontro totalmente casual de ambos numa festa de amigos incomuns. E por mais que tenham ambições e desejos completamente diferentes na vida, o romance entre os dois torna-se inevitável.

De longe, mais se parece apenas mais uma típica históriaa do conhecido " os opostos se atrem" e é de certa forma. Mas esse livro é completamente diferente do demais romances com essa temática, porque os autores nos permitem conhecer  as perspectivas do amor, da amizade ,do sexo  e do respeito  no olhos tanto do homem quanto da mulher, e isso faz com que se dê uma atenção especial a ele. Afinal que garota nunca quis saber o que  se passa na cabeça de um homem quando está se envolvendo seriamente com alguém? e vice - versa.
A quem não e novato nessa coisa de leitura talvez possa se sentir meio perdido em meio aos capítulos iniciais ( já que cada capítulo e narrado por Jack e Amy sequencialmente), mas pega o jeito rapidinho. O mais interessante e que devido esse vai e volta de narrador, você não consegue parar de ler , porque enquanto se está lendo a parte do Jack fica pensando: " Nossa, como será que a Amy tá se sentindo com tudo isso?" daí Lê a dela " mais caramba! o Jack não merece a merece!".
O que mais me chamou atenção além da forma de escrita, foi o  processo de auto- descoberta e amadurecimento que ambas personagens passaram ao decorrer da história.


"Não sou mais um garoto. O amor não é uma ânsia protetora. O amor não é conforto e complacência. Amor é uma decisão. É chegar à conclusão de que é aquilo, e não é nenhuma outra coisa. Não sou daqueles caras que diz isso porque é mais fácil do que não dizer. E não sou um daqueles cara que usam isso como um código de segurança para obter acesso a calcinha da garota. (Eu diria qualquer coisa, mas não isso.) Mas ao mesmo tempo, não tenho medo. Vou dizer quando tiver certeza. E, olhando Amy agora, não tenho certeza."

                              Jack


"Acho que ser adulta talvez seja a coisa mais difícil. Acho que é pior do que fazer provas ou qualquer coisa do tipo, e o pior é que ninguém prepara a gente para isso. Ninguém diz que um dia, aos vinte e poucos anos, todo mundo vai esperar que você seja diferente. Uma adulta. Uma adulta com responsabilidades como contas, hipotecas, e decisões a tomar calmamente. E só há uma coisa pior do que ser adulta: ser adulta solteira."

                  Amy

Eu particularmente  adorei os capítulos narrados pelo Jack - por isso aquilo de amor e ódio que falei no inicio- Nunca antes linha lido um livro que senti o personagem tão real. Mas não só ele como toda a trama em si e bem próxima da realidade.
O casal tem uma química incrivel! e pra quem não curti muito cenas detalhadas de sexo - Tipo, nada como 50 tons claro, nada supera- espero que reconsiderem e leem o livro ainda assim.

Por fim, descobri que ultimamente os homens não são confiáveis nem nos livros, e que mentir sem sentir grandes remorsos é só mais uma das características desprezíveis, inaceitáveis e altamente conflitantes. O último tema abordado na relação de Jack e Amy e bem polêmico, pmas por fim toda sinceridade de Jack deu um desfecho aceitável a tudo. Hiper  recomendo!


Na capa do livro fala sobre a produtora Working Title ter comprado os direitos do livro para adaptação em cinema.  Não sei se já existe o filme, mas achei interessante porque essa história  tem de tudo pra ser um romance cômico nas cinemas.





sexta-feira, 19 de abril de 2013

Procura-se um marido_ Crítica



Autor: Rissi, Carina 
Categoria: Literatura Nacional / Romance   



Alicia nunca teve que se preocupar com dinheiro. Neta - e única herdeira  - de um poderoso empresário, seu objetivo na vida sempre foi viajar o mundo, frequentar as melhores baladas e conhecer os rapazes mais interessantes. 

Sua única família é o seu avô Narciso, seus pais morreram quando ela ainda era uma garotinha. Narciso é tudo na vida de Alicia, o  seu porto seguro.

Sendo assim, quando recebe a noticia da morte do avô seu mundo desmorona. Ela não consegue acreditar que nunca mais irá vê-lo. Para piorar, seu avô deixou um testamento absurdo que impede que ela tenha acesso a sua herança, a não ser que ela se case. Enquanto isso não acontece, seus bens serão gerenciados por um tutor e ela vai precisar trabalhar para se sustentar.

Alicia não quer se casar de maneira nenhuma, ela tem apenas 24 anos e nenhum pretendente. Mas acontece que sua vida está um verdadeiro caos, seu novo trabalho não é nada do que ela imaginava, sua chefe a detesta, ela ganha pouco e ainda existe Max, um dos funcionários da empresa que tem o dom de irritá-la. Para se ver livre de tudo isso, Alicia resolveburlar o testamento, e tem a brilhante ideia de colocar um anúncio no jornal, procurando por um marido de aluguel, e oferecendo um pagamento pelo casamento temporário.

O que Alicia não imaginava é que entre todos os candidatos a marido de aluguel, ela fosse optar por um que acabasse mexendo com o seu coração. Nada poderia ser pior do que se apaixonar pelo seu marido.
“Eu achava que sabia o que era amar. Então, você apareceu, transformou minha vida num inferno e fez minhas convicções e certezas ruírem.”



A história pode parecer clichê, é bem provável que você já tenha ouvido algo semelhante em algum lugar, mas Carina Rissi soube inovar e usar elementos bem originais em sua obra. Sua narrativa ágil, fluída e divertida torna praticamente impossível abandonar a leitura, as quase quinhentas páginas foram viradas em uma velocidade assustadora, e quando terminei eu queria outras quinhentas!

Cada personagem é construído com extremo cuidado e suas características são tão marcantes e reais que era como seu eu conhecesse cada um deles pessoalmente. Alicia e Max são os protagonistas, mas os personagens secundários têm uma participação mais do que especial. Como exemplo Mari, a melhor amiga de Alicia e uma das minhas preferidas no livro. 

Alicia é cativante, foi uma delicia ler o livro em primeira pessoa. De inicio ela pode parecer uma garota mimada e egoísta, mas em pouco tempo percebemos que não é bem assim. A garota tem um coração enorme, está sempre disposta a ajudar, acontece que ela sempre teve tudo ao seu dispor, nunca precisou trabalhar ou se preocupar com dinheiro. Adoro quando o personagem vai amadurecendo no decorrer da trama, é exatamente isso que acontece com Alicia. Sem contar o seu bom humor, que deixou o livro ainda mais leve.

"- Você está bravo.
- Não estou.
- Está sim.
- Não estou - ele teimou.
- Tem uma veia saltando na sua testa. Ou você está bravo ou está prestes a ter um AVC."

Max é um personagem encantador, pense em um homem lindo, charmoso e educado, o sonho de consumo e muitas mulheres. Ele é fundamental para a mudança de Alicia, é com ele que ela pode ser ela mesma, sem se preocupar com as aparências. É praticamente impossível não suspirar por Max, aquelas que ainda não encontraram o seu príncipe encantado, com certeza vão torcer para encontrar alguém como ele.

A química entre Max e Alicia é explosiva, é palpável. O amor acontece de forma gradativa, com a convivência, as conversas e brigas. Não poderia ser mais convincente. Minhas partes preferidas são sem dúvidas as que envolvem os dois.

No entanto, o mais bacana em Procura-se um marido é que sim, você já vai imaginar o desfecho, mas muita coisa vai rolar até que esse desfecho aconteça. Carina não se prende apenas no romance, ela consegue incrementar uma boa dose de aventura e suspense, tornando tudo muito surpreendente. Sem contar um pequeno toque sobrenatural, algo que me conquistou e que me lembrou um dos meus livros mais do que favoritos (não posso dizer qual é para que vocês não descubram do que eu estou falando, isso seria um spoiler).

Amei o relacionamento doce e carinhoso de Alicia com o avô, lamentei ainda mais não ter nenhum avô vivo, e não ter tido a oportunidade de vivenciar esse sentimento tão especial.Procura-se um marido me rendeu boas gargalhadas, mas conseguiu me roubar algumas lágrimas também (confesso, sou chorona).

Eu nunca tive dúvidas do talento de Carina Rissi (vide meu amor incondicional por Perdida), mas com este livro ela consolidou o seu talento e mostrou que a literatura nacional pode ser incrível sim, desde que haja talento, paciência, amor e dedicação da parte do escritor. O que Carina com certeza tem de sobra.

Parabéns à editora Verus pelo capricho na diagramação e revisão, pela capa linda (que combina tão bem com a de Perdida) e por terem sido espertos em adicionar Carina Rissi ao seu grupo de autores. Tenho certeza que o sucesso dela está só começando.

Procura-se um marido vai para a lista de favoritos e ganha um lugar de destaque em minha coleção. Recomendo MUITO.



Welcome


Viajar pela leitura
sem rumo, sem intenção.
Só para viver a aventura
que é ter um livro nas mãos.
É uma pena que só saiba disso
quem gosta de ler.
Experimente!
Assim sem compromisso,
você vai me entender.
Mergulhe de cabeça
na imaginação!

Clarice Pacheco