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quarta-feira, 27 de março de 2013

Dica de Livro!

   Oiee  gente!!! Diferente de todas as vezes na qual separei um lugarzinho todo especial no meu Blog para indicar bons livros à vocês, hoje resolvi reforçar uma indicação que fiz a algum tempinho
      


                              A Última Música


                                                        Nickolas Sparks




Até mesmo para aqueles que já  viu a adaptação deste livro em filme, insisto muuuuuuuuito que leem este livro.
 Eu particurlamente confesso que sempre uma quedinha pelas histórias de Sparks. De verdade, creio que ele é o autor na qual mais me identifico ainda que não seje assim TÃO apaixonada por romances. Tenho muito em comum com a maneira que ele escreve. É tão singelo, verdadeiro de uma peculiaridade impar e altamente admiravél.
A sensibilidade cujo ele aborda tema tão simples, acaba os tornando extremamente complexos e isso me instiga de maneira impressionante. Talvez não só a mim mas todos aqueles que adoram seu trabalho.
Seu jeito excepcional e próprio de amor, da amizade, da familia, do perdão do recomeçar e especialmente da fé em Deus que algo que realmente consegue atingir meu eu mais íntimo, à cada página. Parece que toda vez que termino de ler um livro seu me encontro ma mesma pergunta: O que realmente é a vida?
E Sparks sempre deixa uma mensagem linda no final de cada um de seus livros. Uma moral que nos faz refletir por dias naquele mesmo assunto.
A Leitura de Á Última Música é suave, gostosa, não entedia e tem um detalhe que creio eu, ser fundamental para qualquer romance: não é extremamente meloso. Ao contrario, a relação entre a Ronnie e o Will é sudavel e bem próxima do considerado normal para a idade deles. O livro é tão bom que o li pela segunda vez e me senti tão emocionada e motivada como da primeira. O engraçado e que você não consegue parar de ler, por exemplo estava tão desesperada para chegar no fim da história que li as 397 páginas em muito menos de 17 horas. Não levei nem um dia para alcançar o fim, começei de manhã e terminei de noitinha.
A única coisa que me frustou pra caramba neste livro - não só neste mais na maioria dos livros escritos pelo Sparks- e que o autor tem sérios problemas em manter vivos os personagens que agente acaba se apegado. Sempre são os mais tocantes, como por exemplos a Jhenny de 'Um amor para  Recordar' - chorei viu-, mas tirando seu lado assasino, ler seus livros realmente vale a pena.
Então hoje quero que vocês tambem riam das besteiras do Jonah. Odeie a Blaze por uns capitulos. Que se surpreenda com a pessoa de Steve, e procure entende-lo a maior parte do tempo. Que se apaixonem pelo Will. Quero que tambem repudiem o Marcus, as vezes sinta raiva das palavras do Scott e principalmene que caminhe junto com a Ronnie desvendando todos seus enigmas, medos alegrias , tristezas, inseguranças prazeres, anseios e paixões.
Quero que tambem sinatam o turbilhão que emoções que sentir ao terminar de ler a última. E que tambem compartilhe isso com as pessoas.
Quero que tambem procure encarar a morte como só mais uma das condições humanas. Que riem, Talvez chorem, mas principalmente compreendam todo o contexto da história.
Bem, poderia escrever milhares de linhas se fosse escrever aqui  todos os motivos convincentes para lerem este livro, então me despeço com a citação do capítulo do livro que mais me comoveu.

Beijos, Karinny




sexta-feira, 22 de março de 2013

                                      




       
     
      ...  Então me dê um único sinal.
        Um único sinal. 
       Preciso de uma chance de quem possa me compreender.
       De quem fique comigo até o fim.
       Que me dê um rumo. 
        Uma saída.
       Que simplismente me ame.
        Alguem que me dê o verdadeiro significado de felicidade.


                                                                   Karinny Tatiane
                                                                                   22/03/2013






     * Acredite no Amor*

Acredite no Amor


Amor
Você sabe o que é amar?
Sentimento mágico, espontâneo…
Que te surpreende no momento que você menos espera.
Amar é cuidar, viver por duas eternidades.
Para que JAMAIS a pessoas dos seus sonhos pense em ir embora.
É correr atrás de objetivos os quais o seu coração aprova.
É embalar-se no desejo de se entregar de corpo e alma
Buscar seu amor a onde quer que for.
O amor é um sentimento perfeito, não foi feito para viver só.
Por isso respeite o momento certo,
e aproveite a chance que a vida lhe dá para amar e ser amado.
Dance quando a música começar a tocar.
Aproveite o dia!
Viva cada dia como se fosse o último de sua existência para que amanhã você não venha a se arrepender por não ter tido tempo de amar.
Seja confiante, o amor é um presente supremo para que os nobres de coração possam alimentá-lo cada dia mais e mais.
Se você se sente só, não se desespere, apenas observe mais ao seu redor,
se o seu amor já não estiver ao teu lado, ele está a caminho.
O amor é um sentimento inteiro quem ama se completa.
Quem ama sabe que a vida não é feita de um só coração.
Quem ama sabe que a melhor parte do amor é no momento em que os olhos se encontram e de tudo já se sabe mesmo antes dos lábios se mexerem.
Acredite no Amor… Ele existe!
Beije o Amor, pois o seu sabor é insubstituível.
Cada momento é único e certas coisas
podem jamais se repetir.
Acredite no amor, pois o amor já te conhece bem antes de você nascer. 


                         Autor Desconhecido.

Dica de Livro!

Dezesseis Luas

Kami Garcia




Sinopse

Ethan é um garoto normal de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos e totalmente atormentado por sonhos, ou melhor, pesadelos com uma garota que ele nunca conheceu. Até que ela aparece...  Lena Duchannes é uma adolescente que luta para esconder seus poderes e uma maldição que assombra sua família há gerações. Mais que um romance entre eles, há um segredo decisivo que pode vir à tona.



Dezesseis Luas nos apresenta ao nosso protagonista entediado, como eu gosto de chama-lo, Ethan. Ethan é um garoto do segundo ano na cidade de Gatlin, uma cidade muito pacata e a moda antiga na Carolina do Sul.
            Ele odeia a cidade e como ele diz, a cidade é quase sem segredos de tão pequena todo mundo sabe o que anda rolando por lá, mas ele pode estar enganado, talvez não conheça bem a cidade em que nasceu e cresceu. O menino tem um melhor amigo conhecido como Link, que tem uma mãe histérica a onde ela pensa que Harry Potter vai influenciar coisas ruins nas crianças e o Rock também conta, já a mãe de Ethan morreu a um tempo então seu pai quase nunca sai do escritório dele, já não parece ter vida e quem cuida do menino e do seu pai é Amma, uma velha senhora rígida e que tem manias de pregar amuletos pra todo o lado da casa.
            Ethan tem sonhos quase toda a noite com a mesma garota e parecem muito reais, mas nunca viu a menina e nem sabe quem é, só sabe que precisa salva-la e que sempre era difícil de não ficar mexido com os sonhos. Um dia uma menina nova na cidade aparece, Lena, a sobrinha do Velho Ravenwood que é um cara que nunca sai de sua casa. Como Lena é nova e diferente na cidade, muitas pessoas passam a ter preconceito com ela, pois ela nunca fez parte de Gatlin e principalmente as mulheres membros do FRA – Filhas da Revolução Americana -- como a mãe dos populares na escola.
            A partir de Lena tudo muda, muitas pessoas tem preconceito por ela não fazer parte deles, Ethan tem problemas por estar perto dela, ela lembra a garota dos sonhos. Ethan finalmente vai descobrir o que acontece na Gatlin que ninguém pode ver, Lena vai descobrir mais do que isso, os dois terão que estar juntos pra isso. Lena e Ethan são como dois adolescentes rebeldes curiosos e infringindo regras, mas eles não se importaram com mais nada.
            O livro é fruto de duas novas autoras, Kami Garcia e Margaret Stohl, o primeiro romance das duas e já esta muito bom. O pacote é completo: Uma cidade pacata, nenhum personagem sera esquecido, mistérios, bruxaria, reencarnação etc... Elas tem uma ótima narrativa e com certeza uma escrita muito criativa.




                                                        






domingo, 17 de março de 2013


                                                    Apreciar a vida


                                                                         Vyrena


 Valerá a pena nascer? Viver num mundo repleto de maldade, violência, corrupção, ganância, sofrimento, infelicidade? Vamos virar a moeda? Prestar atenção à beleza e no que traz felicidade? Se olharmos para a natureza encontraremos, com certeza, motivação para viver, lutar, crescer, e, assim, muita coisa mudar. Há tanto para sentir, tanto para apreciar: Um por do sol, ou alvorecer; A noite enluarada, com estrelas a brilhar; As florestas e os campos com sua harmonia de cores; O pássaro com seu harmonioso gorjear; A areia branca a ser beijada pelo mar; O desabrochar das mais belas flores. Ter nos braços o filho tão desejado, Vê-lo, pela primeira vez, sorrir, Segurar sua mãozinha... Ensiná-lo a andar, ouvir, encantado seu primeiro balbuciar! Por isso e por muito mais, apesar dos solavancos da vida, vale a pena aqui chegar, O que é bom apreciar... O errado, tentar mudar, A Deus agradecer, Viver e lutar!




sexta-feira, 1 de março de 2013

Tudo passa. Nada permanece inalterado. Nada permanece o tempo todo, do mesmo modo, no mesmo lugar. Inclusive aquilo que gostaríamos que não passasse nunca. Aprendi, embora tantas vezes esqueça e as circunstâncias me convidem a relembrar, que a ordem natural das coisas é a fluência, o movimento. O fechamento de um ciclo e a inauguração de outro.



                                                                                                      Ana Jácomo
                                                                               

                                                                
                                          by:Viajando pelas palavras, pensamentos & sentimentos


**Bom Dia!**

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Dica de Livro!


A última Casa da Rua 

Lily Blake, David Loucka e Jonathan Mostow 


Sinopse:

Em busca de uma nova vida, a jovem Elissa e sua mãe encontram a casa dos sonhos em uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos. A cidade tem um mistério. Um assassinato aconteceu bem na casa ao lado. Uma garota matou os pais de forma brutal e desapareceu. Hoje, quatro anos depois, apenas Ryan, o misterioso irmão mais velho, mora sozinho naquela mesma casa, sombria e esquecida no tempo. Indo contra tudo e contra todos, Elissa acaba se envolvendo amorosamente com o estranho rapaz. O que ela não sabe é o quão perigoso esse jogo pode se tornar...


Comentários

A relação entre Elissa e sua mãe Sarah, não está bem desde que seu pai saiu de casa, há mais de um ano ela não tem notícia dele, está muito ressentida por isso e para ajudar sua mãe parece nunca estar por perto quando ela precisa. Mas ao se envolver com um cara da escola, Sarah resolve que é hora de mudarem da cidade grande (Chicago) para uma cidade com uma melhor vizinhança e escola.
Ao chegarem na casa nova, inacreditavelmente grande e linda, elas avistam uma casinha mal conservada no final da rua, que foi palco de duplo homicídio, o que acabou causando a desvalorização imobiliária responsável por Sarah ser capaz de pagar o alugueal da nova casa.
Elissa não se dá bem com o pessoal da nova escola, que conenhamos, são bem babacas. Ao sair de uma festa, ela acaba aceitando a carona de uma garoto, Ryan, seu vizinho, odiado por todos na cidade, mas ao conversar melhor com ela, ela o acha incrivelmente sedutor e não parece ser o monstro que todos na cidade dizem ser. Só porque o cara mora sozinho na casa que seus pais foram assassinados por sua irmã não quer dizer que ele seja perigoso, certo?
A narrativa é feita em terceira pessoa, principalmente sob o ponto de vista de Elissa, mas Ryan também tem seus momentos. Com poucas páginas, os personagens não são bem desenvolvidos,a autora poderia ter se baseado no roteiro do filme, mas criado uma bagagem emocional para os personagens envolvidos na trama. O enredo é tenso com boas reviravoltas e um final inesperado. A leitura é rápida, fluida e com uma boa dose de suspense, o terror aparece pouco, mas perto do final da trama.
Durante a leitura, fica evidente que o livro foi baseado em um filme, ou seja, apenas as informaçlões necessárias para um bom enredo estão presentes. A ambientação só é boa quando interessa, como a casa antiga, mas a escola e arredores ficam apenas por conta da imaginação do leitor, bem como os personagens secundários.
Leitura de um dia recomendada para quem gosta de suspense, sem muitos detalhes e profundidade de personagens, mas com um final digno de deixar o leitor surpreso.


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

“Tem coisa que eu deixo passar. Não vale a pena. Tem gente que não vale a dor de cabeça. Tem coisa que não vale uma gastrite nervosa. Entende isso? Não vale. Não vale dor alguma, sacrifício algum.”


                                                                                        Cazuza
                                                       By :mensagensbonitas


                                                            **Boa Tarde**

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Dica de Livro!

              Sabe aquela história que marca muita uma etapa de sua vida? Pois então, este  livro marcou muito minha trajetória literaria por ser um dos primeiros livros cujo eu realmente havia parado para ler do início ao fim. A história e bem divertida, engraçada e traz uma linguagem jovem bem gostosa de se ler. E do tipo que agente acaba se sentindo parte do roteiro. Se você está começando a desvendendar  as aventuras desse mundo louco dos livros, hiper recomendo este!




                                              Balada do Primeiro Amor

                                                                  Antônio Barreto



Adolescência que período ou fase é esta na vida das crianças que deixam de ser crianças para serem adolescentes.
É muito complicado ser adolescente pois é com muitas dúvidas e transformações pessoais que os meninos e meninas vivivem esta fase da vida.
Baladas do Primeiro Amor, ja no título sabemos do que se trata esta história. Esta é uma história romântica ou seja envolve o primeiro amor de uma menina.
Larissa é adolescente, filha de pais separados. Sente a falta do pai, um empresário de artista. Aceitando o desafio de Gustavo, integrante de uma banda, e por quem Larissa é apaixonada, compõe uma letra para o rapaz musicar . Na festa de apresentação da banda de Gustavo, um mascarado se apresenta como empresário do grupo e anuncia um contrato para gravar um disco da banda, que também vai ser integrada por Larissa. Quando o empresário tira a máscara , descobre-se que era o pai de Larissa. Mais tarde, ele conta para a filha que Gustavo tinha pedido sua autorização para namorá-la. Este livro é uma balada, um livro otimista, alegre envolvente de fácil leitura apropriado e indicado para leitores iniciantes na arte da literatura. Aborda a separação dos pais, tem um pouco de Esoterismo, Astrologia. Além de orientação sexual. Indicado a partir de dez anos.
Um livro delicioamente empolgante, é a história que consagra o amor de uma adolescente que sonhava encontrar seu pai e ficar junto do seu primeiro amor.



10 Coisas Que eu Odeio em Você


"Odeio o modo como fala comigo 
E como corta o cabelo 
Odeio como dirigi o meu carro 
E odeio seu desmazelo 
Odeio suas enormes botas de combate 
E como consegue ler minha mente 
Eu odeio tanto isso em você 
Que até me sinto doente.
Odeio como está sempre certo 
E odeio quando você mente 
Odeio quando me faz rir muito 
Mais quando me faz chorar... 
Odeio quando não está por perto
E o fato de não me ligar 
Mas eu odeio principalmente 
Não conseguir te odiar 
Nem um pouco 
Nem mesmo por um segundo 
Nem mesmo só por te odiar"








terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

E a Febre Continua...

Cinquenta Tons de Cinza foi o grande fenômeno literário no Brasil em 2012, vendendo mais de 1.000.000 de exemplares, e fazendo Débora Secco cogitar levar o fenômeno para os palcos. Com tantas celebridades lendo o livro, certamente ajudou a confirmar o sucesso do livro. Nesta lista, 10 celebridades flagradas lendo o livro, inclusive Mitt Romney que disputou a presidência americana em 2012.













Dica de Livro!

                                            Aquele  Verão

                                                          Sarah Dessen





Há muita coisa acontecendo na vida de Haven. Primeiro, o casamento do pai com Lorna Queen, a ‘Mulherzinha do Tempo’ da televisão local. Depois, o casamento da irmã Ashley com o chato Lewis Warsher, que não parece combinar com Ashley de jeito algum. Haven também não consegue ignorar o fato de ter quase um metro e oitenta e cinco de altura e ainda continuar crescendo.
Ela mal consegue ver quem ela é agora ou onde ela pode se ajustar. Então, o antigo namorado de Ashley, Sumner Lee, aparece e reacende as lembranças de Haven do verão quando seus pais eram felizes, a irmã era descolada e despreocupada, e tudo era perfeito – ou pelo menos assim parecia.


Ano de Lançamento: 2013
Número de páginas: 200




Coisa Amar

 Contar-te longamente as perigosas coisas do mar
 Contar-te o amor ardente e as ilhas que só há no verbo amar.
 Contar-te longamente longamente.
  Amor ardente. Amor ardente. E mar.
 Contar-te longamente as misteriosas maravilhas do verbo navegar.
 E mar. Amar: as coisas perigosas.
  Contar-te longamente que já foi num tempo doce coisa amar.
 E mar.
 Contar-te longamente como doi  desembarcar nas ilhas misteriosas. 
Contar-te o mar ardente e o verbo amar. 
E longamente as coisas perigosas.

                  
                                   Manuel Alegre




quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013


                                           Amar é...

 

Amar é colocar as necessidades do outro acima das nossas próprias necessidades, sem que isso nos diminua. O verdadeiro amor não cabe em almas pequenas.

O amor é algo que deve nos enriquecer como seres humanos. 

O amor sempre traz, nunca leva, nunca toma.

Amar é "apesar de."

Apesar de não ser correspondido, continuar amando, não como um fardo, mas como um complemento de sobrevivência.

Apesar de sofrer, porque sofrer amando é mil vezes melhor que sofrer de vazio e de solidão.

Apesar de dificuldades, porque essas podem nos motivar a sermos mais fortes e nos ensinar que podemos vencer obstáculos.

Apesar de distância, porque quando amamos o coração está sempre perto.

Amar é, quando necessário, se dar o direito de se sentir zangado e magoado, porque se o amor é Divino, é humano também. Mas amar é ser superior a zangas e mágoas.

Amar é colocar o coração em tudo o que fazemos: nos olhos, nas mãos, nas nossas ações. É ver o outro diferente mesmo se ele é igual a todo mundo; é vê-lo especial se ele é diferente.

Amar é se contentar com um pouco de felicidade quando isso é tudo o que podemos ter.

Amar é acreditar quando todos duvidam. É ouvir a voz do coração quando nenhuma outra pessoa consegue escutar.

Amar é, finalmente, dar livre-arbítrio ao próprio coração. 

 

 

                                                Letícia Thompson






domingo, 3 de fevereiro de 2013

Recomendo

                        Louca pra Casar

                                             Susanne Leinemann







Nesse romance, cheio de pitadas de humor, a protagonista segue uma série de regras, supostamente infalíveis, para conseguir um casamento de sonhos.
Nina tem um bom emprego e um futuro profissional promissor. Não se considera bonita, mas sabe que é atraente. Namora sem compromisso e curte baladas, de onde raramente sai sozinha. Quando se sente atraída, não pensa duas vezes em ir para a cama, até mesmo antes de saber o nome do parceiro. Às vezes se arrepende. Outras, não. Mas sempre se diverte.
No entanto, depois de completar 30 anos, Nina meteu na cabeça que precisa se casar. Sonha com um homem de boa aparência, cortês, educado, bem de vida e bom de cama. E vai à luta para conseguir o seu, munida das dicas, supostamente infalíveis, de uma bem-sucedida executiva da empresa onde trabalha.



Leia o primeiro capiulo!


                                     

domingo, 27 de janeiro de 2013

‘‘Vá sempre firme na direção da sua meta... persevere... porque, enquanto o pensamento cria, o desejo atrai e a fé realiza!!! A perseverança é vital para alcançar tudo aquilo que você tenha começado...’’
 

                                                                                 __________Dirk Wolter


By: Viajando pelas palavras,pensamentos & sentimentos

sábado, 26 de janeiro de 2013

Uma tal de Állyce








 Revista Simplismente Mulher _ Março de 2012

Coluna_ Mil Palavras



                                                       A Pessoa Errada


  Pensando bem, em tudo que agente vivencia, vê, ouve e pensa... sem sombra de dúvidas podemos tirar ao menos uma conclusão sensata:  NÃO EXISTE UMA PESSOA CERTA PRA GENTE.
  Na realidade exite uma pessoa que se você for parar para pensar è a pessoa errada.
  A pessoa errada te faz perder a cabeça. Cometer loucuras, esquecer do tempo... buscar o impossivel,  o improvavel... as vezes ela pode esquecer de você, faze-lo morrer de amor. Essa pessoa te deixará chorar, sofrer, fazer com que perca o sono.
  Ser inconsequente com seus sentimentos.
   Não respeitará seus limites, nunca saberá distinguir o certo do errado. Muitas vezes irá te magoar, mas depois enche-lo de mimos.
   Uma hora essa pessoa vai acabar enxugando suas lágrimas.
   Vai simplismente sorrir e seu coração voltará a bater bobo e ingênuo novamente. Como sempre. Os maus momentos não existirão mais, será como se ela fosse mesmo a pessoa certa.
    Seus olhos voltarão a brilhar.
    No fim, vai acabar descobrindo que a pessoa errada e na realidade a pessoa certa. Seus defeitos e total fata de compatibilidade e o que fazem serem perfeitos um para o outro. E o que os completa.
     O certo, as vezes torna-se certo demais, sem emoções, surpresas ou a permissão de poder se arriscar. Se torna chato, cotidiano, previsivel.
       O errado é excitante, apaixonante, surpreendente a cada dia, e é exatamente isso que o torna melhor que qualquer outra opção que possa existir, afinal, nunca se sabe o que esperar dele.

                                                         Beijos, até a próxima,

                                                                       Állyce Whitee






CAP 1_  Fim da linha


     O céu parecia mais estrelado do que qualquer outra noite que pude parar para observa-lo.
   Estava escuro. Enigmático. A lua , ainda que tímida com sua platéia, não deixava a desejar transparecendo brilhante e solene entre aos últimos vestígios de uma nuvem negra e carregada.
      Minhas pálpebras fecharam-se permitindo-me mergulhar nas recordações de momentos que me levaram até ali. Havia sentido o quanto tudo valera a pena. Cada decisão, cada segundo , cada sonho... Um leve sorriso repuxou-se em meus lábios lentamente, enquanto levava a taça com champanhe  em direção á boca. Dei um breve gole.
      _ É bom estar aqui... é bom estar com vocês - dei uma pausa`- O céu, as luzes da cidade... meus amigos. Não existiria melhor lugar par estar agora.
         Silêncio. O único som que se ouvira fora sua boca sugar todo o liquido do limão, após o shot  de uma Tequila Ãnejo  descer  doce e suave por sua garganta.
        _ Vai começar. - dissera segundos depois de apreciar o gosto da bebida na boca-  Élly, espero sinceramente que não desenfreie seu sermões irritantemente categóricos e cheio de uma felicidade inexistente.. Please! essa coisa meio nostálgica e totalmente over... meus ouvidos não ficarão á sua mercê pra isso tá bom?... me desculpe mas... é tão deprimente!
         _ Áureo! -reclamei-  porque tão insensível? e meu aniversário lembra? posso dizer o que quiser!
        _ O que quiser , menos a nossa adolescência conturbada... só de olhar pra você vejo que está pretendendo falar sobre ela. Isso é terrível!
        Sua expressão deixara claro a tamanha repulsa por aquele tema indesejado. Virou o rosto.
        Bufei.
          _ Kartty, concorde comigo. - apelei para meu guardião.
           Ele havia virado a garrafa com vinho tinto de uma só vez na garganta esvaziando-a. Fez um sinal positivo com a cabeça.
           _ Ela está certa. - iniciou calmamente fazendo com que meu sorriso surgisse significativamente debochado- Não lembra?  liberdade total  de expressão para o aniversariante... e não vale reclamar, com você tambem não foi diferente... acha que gostei de ficar ouvindo suas queixas ridicurlamentes gay?  NÃO! no entanto não te mandei calar a boca.
         Continuei sorridente e irradiando satisfação. Começara a se irritar.
          _ Obrigado amor... - desci os dedos por sua bochecha carinhosamente- e Áureo não torne a adolescência de todos nós absurdamente frustrante só porque você não foi tão feliz  quanto!
           Seu riso desnecessariamente alto e sarcástico me incomodou.
          _ Não fui eu quem ultrapassou todos os limites do ridículo aos 15 querida... convenhamos... antes gay.
          Meu olhar havia o queimado fisicamente. A leve brisa que bateu fria e carinhosa em meu rosto, fora a mesma que carregou consigo as envenenadas cinzas de seu corpo pálido e esguio. Suspirei.
         _ Reconsidere...
          Kartty apressou- se antes que eu dessa partida à um conflito. Respirei fundo por três vezes.
        _ Como você é amargo... Vou fingir que você está de TPM hoje e ignorar o que disse. só queri citar coisas importantes que aconteceram naquela época... como conhecer vocês... em pensar que no auge de minha total carência tinha pessoas como vocês ao meu lado, de alguma forma já me fazia sentir melhor. Acredite.
          Meu defensor sorrira de maneira predadora pra mim.
          _ Isso foi fofo.
         Áureo continuou soberano e silencioso enquanto fitava o tempo indiferente. Bebia coberto por requinte.
         _ A cerca de treze anos atras estávamos aqui. Sentados, olhando o céu e bebendo sem limites. Rindo sem motivos.. sem se importar com a vida... com o futuro... não tínhamos compromissos com nada. -dei um leve riso- Aquele dia depois da nossa formatura colegial  creio ter sido o mais importante de nossas vidas porque... foi ali, naquele exato momento que descobrimos quem realmente queríamos ser, quem estávamos sendo e quem éramos. O tempo passou e o mais importante de tudo e que ainda estamos juntos. Que a nossa amizade superou todas as mudanças do cotidiano, suportou todas as dificuldades, desafios, obstáculos .. amadurecemos agora, e de brinde vieram as dividas e os problemas -nossas risadas haviam nos descontraido.- mas ok! temos competência para solucionar tudo da melhor forma possivél... ou não. É a segunda metade de nossas vidas meninos, são três décadas, passamos por tanta coisa até agora e sem duvidas passaremos por outras mais. Devemos estar preparados para isso. Se estamos não sei, mas na real?  o que importa? temos um ao outro, se der errado agente enche a cara. larga tudo e vai para Vegas sem pensar nas consequencias... Afinal, daqui pra frente, pra que pensar no futuro? o presente e o que realmente importa, o agora este instante... Então brindemos!
         Nossas taças se ergueram em direção a lua de forma sequencial. meu olhos marejaram-se.
       _ Um brinde á todos nossos sonhos fracassados, aos que deram certo e aos que nem sonhamos ainda. Um brinde á nossas frustrações, á todas as lágrimas que derramamos e aos sins e nãos que a vida nos deu até agora. Um brinde as idiotices que cometemos, um brinde as nossas realizações e desilusões principalmente. Um brinde as derrotas que estão por vir, ao terraço deste prédio decripto que serviu como nossa mãe acolhedora durante todo esse tempo, durante várias etapas de nossas vidas e que nos uniu por milhares de madrugadas. Um brinde á 20 anos de amizade... um Brinde á nos!
        As taças chocaram mediante a noite com meu silêncio. O "PLIM" dos cristais fizeram com que lágrimas de alegria brotassem em meus olhos e escorresse por meu rosto rosado. Viramos o Champanhe de uma só vez na garganta.
          Funguei. o beijo duplo e molhado que recebera nas maçãs do rosto me fez sorrir.
         Abri os braços abraçando- os com força. Meus olhos fecharam-se quando o flash da camera que o kartty tinha em mãos disparou tirando uma fotografia nossa.
           _ Eu amo vocês.. -dissera melancolicamente.
            Eles me puxaram par trás deitando- me no chão entre os dois. Nossas mãos unira-se sob minha barriga.
            _ Bem vinda a nosso mundo!- Kartty comentar sorridente sustentando um tom sarcastico.
            _ A idade já está pesando bebê?- Áureo o acompanhara risonho.
            _ Nem me fale... é uma nova era agora... já estou com cabelos brancos?
             Rimos. Então voltamos a olhar o céu sob a madrugada fria e silenciosa.




             

              Estava me sentindo dez milhões de anos mais velha agora.
              Eu sei, era totalmente sem fundamento da minha parte ficar pensando nisso. Afinal de contas, a noite passada fora só mais uma data dos 365 dias do ano. A data que me concebera o trigésimo ano de vida, mas uma data ainda assim. Sabe, pensando bem, talvez o problema de todas as mulheres que chegam a essa fase da vida não é completar a idade em si, e sim saber que dali em diante estaria cada vez mais perto dos quarenta, e cá entre nós, que mulher desejaria chegar aos quarenta? o que são mais dez anos não é mesmo? tudo passa tão rápido!
              E... Comemorar meu aniversário não vinha me saindo uma boa ideia agora, o que estive festejando alias? a chegada de meus primeiros vincos e rugas? a predisposição total para estrias e celulites? o envelhecimento precoce de meus órgãos vitais? e meus óvulos? estariam em em bom estado de uso ainda? Céus! convenhamos que agora o tempo não pretendia mais correr a meu favor. A cada segundo que se passava no relógio, conseguia me sentir mais flácida e infértil.
              Áureo tinha razão devo confessar. Meu dia mal começara e eu já sentia o quanto pesava minha idade... Trinta ... como se eu precisasse de de tudo isso...
                 Respirei fundo.
                 Analisei a pilha de papéis sobre minha mesa, já me sentindo exausta antes mesmo de pensar em toca-las. Tentei ver o lado positivo de meu trabalho... se é que existia um lado positivo nele... ok! existia, mais ainda assim pensar nisso não havia contribuído muito, só de pensar que teria que responder à  milhares de e-mails, começavam a me faltar palavras que fossem o suficiente para suprir tudo isso. Quis correr pra casa e abraçar meu travesseiro quentinho e macio novamente.
                 Estava me deparando com mais uma segunda-feira, e sinceramente, ainda não conseguia considerar esse fato com bom ou ruim. Apertei os olhos.
                    _ Hum... você chegou.
                   Sua voz totalmente desprovida de uma tipica agitação sem motivos aparentes, não havia me surpreendido. Áureo fechou a porta cuidadosamente evitando o minimo sinal de ruído e caminhou em minha direção. Beijou a maçã de meu rosto  de maneira carinhosa e se sentou na cadeira estofada cruzando as pernas com elegância. Suas mãos apoiaram sua cabeça sob a minha mesa. Fez uma careta.
                   _ Que dor!- disse baixinho. Sua voz estava aos rastros. Num sussurro.
                   Ajeitara os óculos escuros nos olhos e suspirou.
                   _ Essa é a mãe de todas as minhas ressacas... eu disse que não seria boa ideia tomar todas em pleno domingo.
                    Parecia dizer aquilo a si mesmo com o tom de seu murmurio.
                   _ Imagino - tentei ser compreensiva ao acompanhar seu tom- mas você sabe que Kartty é extremamente convincente quando quer ser.
                     Me ajeitei na cadeira. O olhei.
                      _ Eu sei. Mas isso é porque não me viu sem os óculos, pareço um cabide de tantas bolsas penduradas nos olhos... -deu uma pausa- e você amor? parece bem disposta... GRRRrrr! - rangiu delicadamente os dentes- que inveja de sua total indulgência ao álcool!
                         _ Não pense assim. Minha noite foi horrível! Dormi por miseras três horas, tive enchaqueca, estou com bolhas enormes nos pés  e repulsa total a qualquer tipo de bebida.
                           Ele tentara rir sem muito sucesso. Voltou a apoiar a cabeça como se ela fosse cair a qualquer momento. Eu quem rira agora. Mas com prudência.
                           _ Não devia ter vindo.
                           _ Impossível. Tenho que acompanhar a sessão de fotos para minha próxima matéria e a Lis Áuren não funciona sem mim.
                           _ E o que poderia fazer para estar aliviando um pouco de todo esse seu martírio?
                          _ Tirar esse casaco totalmente fora de moda e desnecessário. Eu sei que São Paulo é frio, mas o sol esteve castigando hoje logo que o dia amanheceu, e você não pode usar nada da concorrência! a não ser que seje Prada... Colcci ou  H. Ster, tenho que confessar que a coleção nova está ótima.
                          Fiquei paralisada. Cética. Vidrada a sua imagem totalmente Fashion e abatida.
                          _ Vai querida! Não tirou ainda porque? Vamos! Vamos! Vamos! Movimente-se!
                          Meus olhos vagaram pela sala brevemente. Suspirei com pesar irradiando minha completa falta de paciência.
                             Eles reviraram-se o ridicularizando....
                              _ Piz! Não faz assim pra mim! Devon! Paara!
                              Bufei. Voltei a fita-lo.
                             _ É para seu bem amor, e principalmente para o bem de quem convive com você.
                      Levantei com cara de poucos amigos e abri bem lentamente os botões de meu casaco. Tirei-o.
                            _ÔH céus!  Pelo visto o nível em escala catastrófica da poluição visual é bem maior que eu imaginava. Começo a me deprimir com tudo que vejo! Já disse que estampas florais não aguçadas não combinam com você, muito menos com o seu trabalho aqui na editora! vista o casaco logo, antes que alguém veja!
                               _ Aurélio!
                              Havia ignorado toda minha insigne e transparente irritação de um modo que me deixou mais irritada.
                            _ Perdoe-me bebê, a culpa é minha -suspirou- jamais deveria esquecer sua total falta de senso crítico tratando-se de moda e seus dependentes.
                               Bufei. Voltei a colocar o casaco com fúria notável e me sentei. Estava sombria.
                              _ Sou um péssimo amigo - continuou seu sermão detestável de forma melodramática- como posso deixar minha melhor amiga comprar algo em qualquer lojinha de esquina?
                               Começei a me sentir um monte de nada com aquelas palavras.
                               _ Como eu...
                               _ Cale-se! -alterei-me- Não pode entrar em minha sala e criticar o que eu uso ou não. Tudo bem, meu senso de moda não é tão estridente assim, eu nem tenho. mas acontece que nem todo mundo tem meios financeiros de possuir um lenço bordado a fios de ouro no pescoço.
                              Ele tocou com sutileza o tecido que envolvia-lhe  e silênciou-se.
                              _ Perdoe-me tanta cafonice Mister elegância! Jamais deveria esquecer tamanha sensibilidade de vossos olhos mediante roupagens de baixo custo! - o fitei- Creio que é melhor  medir coerentemente suas palavras  comigo, ou serei capaz de amordaça-lo com o próprio nó francês que está em seu pescoço!
                             Me olhara assustado. Levantou-se num salto.
                             _ Que bruta! Devon por favor controle-se! Está totalmente fora de seu normal!
                             _ É, você tem esse esse poder... de me tirar do sério... e controle-se você!
                            Sua expressão havia redimido-se. Suspirou profundamente.
                           _ Ok bebê, eu me rendo, perdoe-me pelo equivoco, me excedi, mero momento despretensioso, por favor reconsidere.
                           Bufei.
                           _Tudo bem... mas não pense que acredito na possibilidade de suas palavras  como despretensiosas ou inocentes, muito pelo contrario... e coloque logo esses óculos sua aparência está monstruosa.
                         Ele apressou-se com o acessório de avos verde encaixando-o no rosto.
                         _ Não comente. - Ainda pediu delicadamente.
                         _ Não vou, agora poderia ir? Tenho muito trabalho.
                         Ainda sustentava uma expressão amarga. Ele pensou por uns instantes.
                          _ Está tudo bem entre nos dois certo? 
                          _Sim. Está.
                          _Jura?
                          _Sim, já disse.
                          _Sem ressentimentos?
                       _SIM  AURÉLIO! sem ressentimentos, mágoas ou algo do gênero! Agora vai você está me irritando!
                          Aquilo fora extremamente perto de serem gritos. Ele sorriu.
                          _ Ótimo.Então bom trabalho bebê.
                          Havia se virado em direção a porta. Caminhou com passos lerdos em direção a ela, e acenou pra mim antes de se retirar.
                           Me aliviei.
                           Quando não estava a me fazer pelas paredes, Aurélio se tratava de um bom amigo. Verdade, por traz de toda aquela nojeira e pompa, batia o coração de alguém compreensivo e amigável. 
                             Além de proprietário de uma grife, exercia a função  de editor de moda na mesma empresa que eu. Ainda por fora fazia o papel de Personal Stylist quando lhe surgiam propostas. E elas não eram poucas. É. Ele realmente não precisava de tudo aquilo, ou sequer tinha tempo, mas tratando-de de Aurélio nada era demais. Mesmo porque todo aquele esforço e ocupação não lhe remetia somente a dinheiro, mas a paixão incondicional que tinha pelo que fazia.
                                Desde que me entendo por gente o Áureo sempre foi hiper antenado em tendências... cores, recortes, modelos... Por varios anos durante a adolescencia eu havia me tornado manequim oficial dos modelitos mais ousados que criava. As vezes excêntricos confesso. No fundo, sempre soube que ele seria um profissional de sucesso naquilo que escolhera. E que todo o martírio na qual se submetera silenciosamente por anos, lhe renderia bela recompensa um dia. E chegou. Nos ultimos tempos ele só estivera colhendo os bons frutos das sementes plantadas no passado. Frutos esses que não puderam mudar em aspecto algum sua essência.
                                 O Áureo sempre foi divertido, alto astral, contagiante... sempre foi dono de um humor épico e positivo. Riamos muito de suas breves e aventureiras experiencias amorosas, de suas briga enlouquecidas e principalmente das atitudes sempre tão imprevisiveis.
                                  Meu amigo não tivera vida fácil. Não demonstrava isso porque queria poupar Deus e o mundo d e seus problemas. Perdera a irmã a puco  vitima da câncer, convivia com a rejeição afetiva dos pais constantemente e ainda tinha uma bando de sanguessuga  como familia.
                                  Eramos seu único refugio. Eu, Kartty e a Lis Áuren.
                                  Suspirei.
                              Me concentrei na tela de meu Notebook  sobre a mesa e procurei não surtar mediante tanto trabalho.
                             Ver aquela pilha de envelopes se amontoando a cada dia mais em minha estante e a caixa de E-mails completamente inundada de mensagens me dixava nervosa e sem reação.  
                                Eu queria dar conta de tudo aquilo.
                               Eu queria dar atenção à todas minhas leitoras. Elas que me confiavam tão sábia a ponto de me confiar seus mais complexos problemas amorosos. Necessitavam de minha opinião,  e a pobre Állyce não estava dando conta de tanto recado. Mas eu gostava daquilo. Gostava de ser útil, de ajudar as pessoas em algo, me fazia sentir verdadeiramente incrivel.
                            Mas por outro lado, meu papel de super heroína não passava de uma medonha e detestável farsa. 
                              No fundo, bem no intimo, eu sabia que não estava tão feliz assim com meu trabalho. Eu, Devon Állyce Whitee, era só mais uma jornalista frustrada assim como várias outras pessoas neste mundo de pura ilusão. Particularmente sempre alimentei profunda decepção por não atuar exatamente na área em que desejei a vida toda. E por pura ironia do destino, ou sacanagem creio, acabei totalmente anonima por traz de uma coluna de revista feminina. Bancar a sabe tudo no ramo de relacionamentos sem dúvidas fora a maior idiotice que cometera nesses trinta anos de desventuras em série. De minha existência. 
                     Era tudo mentira.
                     Não era segredo que eu sempre tive problemas sérios com o sexo masculino.
                     Que sempre fui insegura, desconfiada, e diga-se de passagem que minha auto-estima nunca me ajudou em nada. Era péssima em relacionamentos, minha vida á dois sempre foi fúnebre e inexistente. E acredite ou não, jamais me preocupei em mudar isso em aspecto algum.
                Sinceramente nunca compreendi muito bem toda essa minha aversão ao sexo oposto.
         Não sei se tudo isso se devia a intolerância minha... ou trauma talvez... Mas considerando que minha experiencias hétero afetivas são um fracasso desde a adolescência,  minha assexualidade que dura a cerca de 8 anos, é um ótimo pretexto para me manter longe dos insaciáveis lobos.
              Sabe, as vezes pegava-me questionando essa realidade. Afinal, eu quem corria dos homens ou eles quem corriam de mim?  E... talvez esse fosse mais um dos grandes mistérios de cosmo terrestre cujo nem mesmo a ciência era capaz  de desvendar.
                 Eu nunca fui linda. Sexy. Atraente ou mesmo interessante. Não era engraçada, divertida, ou conseguia manter as pessoas por muito tempo atenda a mim e ao  todo besteirol que saia de minha boca. Nunca fui conquistável. Desejável,  beijável, adorável ..talvez nunca tenha sido realmente uma tipica mulher.
                    O meu primeiro namoro foi algo totalmente improvavel. Ele era lindo , popular altamente risonho e o mais importante: me suportava. Durou trinta dias, e confesso ainda questionar Kartty porque namoramos nesse periodo de tempo.  Creio que foi por piedade. Recordando o meu passado juro que até eu namoraria comigo mesma. Por pena.
                    Aos vinte conheci o Pétrick.
                   Ele não era tão bonito quanto o Kartty,  mas estava sempre  alegre. Sempre foi inteligente, fiel ( até que me provem o contrario) e me fazia sorrir muito. Depois se de cinco meses de uma relação baseada em pura felicidade revelou-se gay, daí a magia acabou.. bem ao menos pra mim. Ainda acredito que de alguma forma  Àureo o influenciara nisso. Desde então não mais confiei meus pretendentes a meu melhor amigo.
                    Aos 21 namorei o Jimy.
                   Haviamos nos conhecido na faculdade. Ele nem era bonito, inteligente ou engraçado. Mas pelo menos não era gay o que já contava muito pra mim. Com ele aprendi todos os significados ligados a prazer.  Talvez por nosso relacionamento estar sempre baseado em sexo que a relação não durou muito alem do que foi. Apesar de no fim eu sair feito o Alce da história, devo confessar que foram 12 meses quentes.
                 Desde então, começei a crer que independentemente do cara que eu me envolvesse daria errado. E o problema  no entanto nem fosse só a falta de mercadorias em boa qualidade na prateleira, mas meu dedo podre para selecionar elas. 
              E de lá pra cá só tive mais certeza disso. Dos 36 caras que conheci 4 tinham beleza surreal e cérebro inexistente. 6, eram movidos a fantasias sexuais excêntricas e masoquistas. 13, assim como o Charlie de  Two and a Half Men pensavam com o pênis, e como já dizia o Alan 
 " o pênis deles não eram assim tão inteligentes" ou satisfatórios devo completar. 5 usavam pochete. 7 eram casados , e somente um havia me feito suspirar a noite inteira. Mas depois de dez encontros e uma transa inesquecivel, descobri que eu não era a única com quem ele andava se divertindo por aí. Ok, ao menos eu era a única que não pagava. Deveria me sentir melhor por isso?  Então mais uma vez vi minha inutil esperança de  uma tal felicidade se dissipar no ar feito fumaça.
               Era obvio. Estava tachado no meu livro da vida que  essa coisa de vinhos e lingerie nunca daria certo comigo. Eu era incapaz de amar, ser amada ou ter uma vida conjugal plena, sólida satisfatória e feliz.   
                  Suspirei aparentemente desanimada. Abriram a porta.
                 _ Afogada em trabalho Senhorita Whithee?
                 Sua doce presença fez acalentar toda minha repugnância e ódio   pelos homens do universo. Ele abriu um sorriso largo e gentil em minha direção desorientando-me totalmente.
                  Onde estariam minhas coordenadas agora?
                _ Bom dia Senhor  Dáymond! _ Levantei para comprimenta-lo- como está?
                 Apertamos as mãos brevemente.
                 _Bem , e a senhorita?
                 _Na medida do possível... mas como foi de viagem? Soube que as noticias são boas.
                 _ Excelentes na realidade. Fiquei feliz por conhecer Florianópolis, a Capital de Santa Catariana e mesmo linda... tem natureza deslumbravelmente invejável. Eu recomendo.
                 _ Mesmo?
                 _ E... não tem ideia do quanto - suspirou pensativo- mas é uma pena que não tenha sido uma viagem turística... entretanto  respondendo sua pergunta, as questões relacionadas a revista estão a todo vapor, fundir a S.M a Mais Ousada tem me saído um truque de mestre  para duplicar o numero de leitoras, ou quadruplicar quem sabe. Pressinto que será um bom negocio... espero estar certo.
                Sorri.
                 _ O senhor tem feito tudo tão bem até hoje. Não creio que seria vacilante agora.
                 _ Obrigada Devon.... é sempre bom ouvir esse tipo de coisa. - deu uma pausa- e o trabalho como anda?
                   Sentei-me sem desfoca-lo um segundo sequer.
                  _ Como sempre... os homens cada vez mais previsíveis.
                  Ele rira.
                  _ Não me surpreende. Vocês mulheres, sempre tão superiores, estão a par de tudo.
                  _ Não é exatamente assim. Cada um exerce sua função com a competência que pode. Alguns homens preferem ver somente aquilo que lhe é conveniente, e por isso muitas vezes acabam por perder sua majestade. 
                    Ele olhou dentro de meus olhos brevemente e sorriu para mim de maneira encantadora. Derreti.
                   _ Adoro suas filosofias senhorita Whitee... mas largando um pouco de ldo a guerra dos sexos vim lhe parabenizar.
                   _ A mim? - estava realmente surpresa.
                   _ Sim. Não me esqueci de seu aniversário... como não estava aqui trouxe uma lembrança.
                  Ele abriu a pasta preta que tinha em mão sobre minha mesa, e em seguida tirou um pequena caixa preta com laços de fita vermelha, colocando a minha frente enquanto esperava que de alguma forma esboçasse alguma reação.
                 _ Espero que goste..
                 Eu quem sorrira agora. Puxei a fita com cuidado e desembrulhei meu presente.
                 _ Sidney Sheldon... é um dos meus autores favoritos.... como soube?
               _ Confesse... - dissera com aquele sorriso irresistível nos lábios que ma fazia derreter- nem todos os homens são previsíveis.
                  _ É péssimo ter que concordar com isso mas... tudo bem, você venceu. É uma grande excessão acredite... Fico grata que tenha se lembrado de mim. O senhor é um homem tão ocupado e ainda assim se preocupou em me presentear com algo. Adorei, vou ler, reler e guardar com carinho.
                   _ não tenho dúvidas disso senhorita Whitee - deu uma pausa- bem, irei questiona-la a respeito da história daqui mais algum tempo, e fico feliz que tenha gostado... mas não quero atrapalha-la agora... nos falamos mais tarde.
                 Sorri. 
                 _ Ah! claro. E obrigado de novo.
                 _ Não tem de que.
                 Seus lábios esboçaram um leve e encantador sorriso em minha direção antes de dar-me as costas e caminhar elegantemente até a saída.
                  Certo. Eu não era totalmente incapaz de amar. Esse detalhe poderia ser hipoteticamente mais uma das mentirinhas exageradas que costumava dizer quando estava em crise.  Mas, ao  menos referindo-se a Andrew Dáymond,  meus sentimentos eram resvalavelmente relativos. Meu chefe era lindo, educado, inteligente maduro... o tipo perfeito.  Além do mais  preenchia toda minha lista de requisitos que meu homem ideal obrigatóriamente deveria ter. E além de tudo, gostava de mim simplismente pelo que eu era.  Necessitava algo mais?? NÃO.  Andrew  fora feito sob medida. Perfeito e apaixonante.



                                                      Querida Lisa,

                 Fico feliz por saber que as coisas estão dando tão certo entre você e o Michael.  Me sinto realizada por ver que meu trabalho tem ajudado você e á todas amigas que tem me escrevido durante esse  curto periodo de tempo no qual  assumi a coluna da revista.
             O efeito de meus conselhos na vida das mulheres deste Brasil inenarravelmente amistoso e algo que me emociona e orgulha.
                Mas acima de qualquer coisa, espero que realmente tenha compreendido o quanto confiança e respeito mútuo são fundamentais para boa convivencia do casal, e principalmente para a harmonia de toda família. A vida a dois é muito mais complexa do que parece ser, então é importante que entenda todo o contexto do que lhe passei e leve isso no dia a dia de vocês para sempre.
         Ah! levar as diferenças de ambos da maneira mais flexivel possivel tambem é essencial.
          Procurem sempre inovar na relação. Apimentando, ousando... enfim, sair totalmente da rotina as vezes é bom, sem falar que entre quatro paredes vale tudo! E não se esqueça de conciliar  um tempo com  os filhos.
             Então vai lá garota! sei que você sabe exatamente o que fazer  para manter aceso o fogo desta louca paixão.

                           Felicidades e Boa Sorte,
                                                                   Állyce Whitee.



         As vezes confesso que conseguia odiar meu trabalho.
         Definitavamente não havia dedicado todos aqueles anos na faculdade  para acabar totalmente anomia atras de uma pilha de cartas, uma caixa de e-mails abarrotada e um personagem ficticio que me soava como um completo atraso de vida.
              Não. Eu não estava reclamando, mas havia passado os últimos anos fazendo aquilo sem parar um segundo sequer... estava cansada, e particularmente nunca considerei aquilo como algo realmente promissor para minha carreira jornalistica. para de ninguem na realidade.
             Era só algo temporario entende? e de repente,   creio que já tivesse passado da hora de me confiarem uma matéria mais séria. Algo que não retratasse  mulheres , homens e seus conturbados e tão previsiveis relacionamentos frustrates.
               Não se tratava de orgulho, era só senso de oportunidade. E cá entre nós, sem sombras de dúvidas oportunidade era o que parecia nunca bater em minha porta naquele lugar. E certamente não aconteceria tão cedo.
                Céus! eu precisava muito me desligar de tudo aquilo! E ver todas aquelas histórias se amontoando cada vez mais ao meu redor, feito um monte de roupa suja não vinah me ajudando muito.
              Quando finalmente me livraria de Állyce Whitee??
               Bateram na porta suavemente.
               _ Entre.
               Abandonei o que fazia e voltei toda minha atenção a porta. Sorri.
               _ Oi Zoe! Bom dia!
         Ela respondera-me gentilmente e caminhou em direção a porta coberta por uma elegância admirável.
              _ Meus e-mails estagnaram... acho que já passou da hora e uma bela limpeza... pode pedir para dar uma geral pra mim?
                 Seus olhos analisaram cautelosamente minha mesa farta, e perderam-se em meio tanta bagunça. balançou a cabeça. Sentar-se.
                  _ Pode deixar. Aproveito e peço algumas amigas que parem de lhe enviar tantas cartas... e-mails... deve se sentir exausta só de olhar apar esses papéis.
                Emfim alguém que me compreendia!  Ri.
                  _ Sem dúvidas... mas por favor não faça isso. Enquanto essa mesa se manter cheia evito de cair em inadiplencia... e acredite é tudo que não quero.
                    _ Claro... quem quê? Mas, é impressão minha ou elas tem aumentado nos últimos dias?
                _É. o indice de relacionamentos sérios costumam ter quedas drásticas e significativas com as proximidades do fim de ano. Creio que tem algo a ver com os hormonios sabe... estão todos tão  afim de pegação e sexo inconsequente que  acabam deixando um pouco de lado aquilo de "amor verdadeiro".
               _ Os homens em especial... ao menos na maioria das vezes. Tão tolos. Tão cegos!
                 Suspiramos juntas e ritimadamente.
               _ Bem, você tem visitas.
             Aquele sorrisinho enigmático, cheio de uma animação inemotivada e desconhecida, me fez imaginar um possivel erro que pudera ter cometido naquele instante, para tamanha eloquência de suas palavras.
               _ Espertinha! porque não disse nada?
               Ok.  Era oficial. Realmente  algo de muito errado e de meu total desconhecimento estava acontecendo.  O que exatamente pretendia dizer com aquilo? Me manter ausente à uma parte de história que de alguma forma envolvia-me, rendera uma bela e sinuosa exclamação na testa.  Fiquei 'boiando'.
               _ Desde quando vem bancando a 'papa- anjo'?
               Quis vomitar naquele exato instante. Papa- anjo? EU?! Por onde ela estivera andando nos últimos anos? Alias, por onde Zoe não estivera andando.
                  _....
                  _ Não mente! já está todo mundo sabendo.
                  Não escondi o quão pasma estava coma noticia.
                  _ Sabendo? sabendo do quê? do que voce esta falando?
                 _ Não negue. - continuara alimentando aquelo sorrisinho coberto por malicia no rosto- não se preste a isso. Tem um cara cheirando a leite lá fora que insiste em falar com voce.
                  _ Comigo? -disse surpresa.
                   _ Existe outra Dévon por aqui?
                 Fiscalizara minha expressão desesperada.
                  _ Foi o que pensei. Vai atende-lo? Se quiser posso despachar você sabe.
               Ainda não estava totalmente integrada aos fatos cujo ela acabara de me mencionar. Mas de qualquer forma, de imediato eu soube que a melhor solução seria ir pessoalmente até a recepção, e resolver tudo ligeiramente antes que acontecesse uma tragédia com minha reputação. Se é que uma grande desgraça já não teria acontecido.
                 Levantei da cadeira bruscamente e caminhei em direção a porta com passos pesados. Girei a maçaneta com ânsia por entre meus dedos. 
                 Eu não me relacionava com ninguém á décadas. Então porque pensariam que eu, justo eu, estava me envolvendo com alguem assim, tão absurdamente e absolutamente mais jovem? Tirando o fato de me esperarem ansiosamente lá fora, nõa existiam motivos suficientemente convincentes para persuadirem isso de minha sensata e centrada pessoa. Eu nunca deixára nada a desejar para que minha integridade moral fosse questionada da maneira cujo estava sendo naquele momento. E pior, nas minhas costas.
                     Continuei minha rota pelos corredores sem ao menos piscar. Pressentia que um passo em falso sequer seria ovacionada pelos quatro cantos do mundo.
                         Céus!  me sentia o ser humano mais sujo do mundo.
                         Virei o centro das atenções ao estar frente a frente com meu suposto affair.  Minha platéia almejava qualquer esboço afetivo. Me pedrifiquei.
                         Ele sorrira delinquentemente pra mim. O fuzilei da cabeça aos pés. Se aproximara mais de braços abertos e me envolvera num abraço cheio de más intenções.
                              _ Oi amor! estava morrendo de saudades de você.
                           Aquelas palavras não haviam significado nada mediante o beijo voluposo   e molhado que dera em minha bochecha direita. Senti minha pele queimando no exato lugar onde seus lábios se desprenderam.
                            As risadinhas um tanto significativas deixaram-me vermelha. 
                         _ Precisamos conversar _ ele ainda sussurrou ao pé de meu ouvido antes de me soltar.
                          Entraria numa cratera caso ela se abrisse mediante meus olhos. Era oficial, eu deliberadamente me tornara uma trintona pervertida que adorava se aventurar com jovenzinhos. A máscara de Dévon Állyce Whitee viera ao chão finalmente. Não havia a onde se refugiar. Não havia esconderijos a recorrer... Ai de mim...
                       _ Achei que gostaria de me ver Dévy - continuara sinicamente sorridente´- está radiante!

              _ Obrigado. -cuspi entredentes- Porque não vamos a minha sala?
              Aquelas palavras soaram quase ameaçadoras. Ele havia compreendido. Se recompora sério.
               _ Ah!... Claro.
            Era evidente que minha platéia interpretaria cada silaba do que havia dito  como um ' vamos trancar a porta e sacudir a mesa'. Como diria aquele cara do seriado: trágico.
               Agora só m restava simplismente correr.
               Ele me seguiu com passos intermináveis e lentos até a porta de minha sala. Ainda  em seguida, mostrou-se descontraido e despreocupado com toda  a irritação que irradiava por cada centimetro de meu rosto. Atravessou a soleira da porta passando por mim, e se direcionou a minha mesa com tanta propriedade, que me deixou  surpresa por uns segundos .  Ele nunca entrara ali. Sentou-se.
              Meu olhos queimaram-o  fisicamente. Sorrira apenas. Cruzei os braços demonstrando minha total impaciencia para brincadeirinhas.
                 _ Tenho quatro coisas a lhe dizer.-iniciei sem desfoca-lo- primeiro não me chame de amor. Segundo, pare de agir como se mantivessemos algum tipo de relacionamento amoroso. Terceiro, porque gosta  de me fazer passar vergonha?    Quarto, está fazendo o que aqui?
                  Agiu como como se não ouvisse absolutamente nada do que dissera. Continuou sorridente, e seus olhos vagavam curiosos pelo espeço sem perder um detalhe sequer. Suspirei.
                  _ Adorei sua sala. - comentou aparentemente inocente.
                   _ Christian! - me alterei.
                    _ É sério. Só acho que...
                   _Ou começa a falar a que veio, ou te jogo a pontapés janela abaixo. 
          Ele rira.
                      _Seria engraçado... você, sempre tão controlada. Mas creio que não vai ser agora que vai perder a cabeça. Só queria rever minha namorada... você sabe, o primeiro amor agente nunca esquece.
                        _ Cala a boca e fala logo! a verdade digo. Não percebe ? Estou quase surtando com sua presença aqui!
                           _ É. Você vem mudando ultimamente. Definitivamente não é a mesma Dévon que conheci á dezenove anos atrás... mas, decepções amorosa a parti, vim porque preciso falar sério com você.     
                              _Sério...
                  Disse temerosa. Tratando-se dele em especial poderia esperar qualquer coisa.
                              _ Sério. Tipo, muito sério.-suas palavras foram ditas com pesar notável.
                               _ Muito sério. -repeti- Ok, o que você fez desta vez?
                Todo aquele seu cinismo desaparecera dando espaço á uma expressão revoltada.
                             _ Ei! Peraí. nem mencionei os fatos e ainda assim já me considera culpado? Ok, não que eu realmente não seje, mas poderia ser inocente não acha?
                               _ Você? -ri ironicamente- tá bom.
                                _ De qualquer forma não significa que não tenha direito de defesa.
                                 _ Defesa? - o olhei-  claro! -bufei aliviando a tensão dos braços  enquanto os descruzava- as velhas e incuráveis leis jurídicas.
                                      _ Idem... e dali democracia.
                         Ele se endireitou na cadeira e suspirou enquanto vasculhava  meus papéis espalhados sobre a mesa sem propósito algum.
                                         _ o que vou dizer não é nada surpreendente, alias é bem típico - sorrira levemente em minha direção- sua irmã me expulsou de casa.
                              _ De novo?
                               _ Pois é... sabe que isso foi a mesma coisa que eu disse quando vi minhas coisas jogadas no quintal?
                          Caminhei em direção a janela .
                     _ Simples . Você volta pra casa e tudo resolvido.
                      Ele quem rira agora. E com vontade.
                      _ Desculpas? até parece que você não me conhece!  Depois a Denise não merece meu arrependimento. Nosso caso é definitivo.
                                        _ Não, não é. Nunca é.
                          _ Humm... então diz isso pra ela. Considerando que ontem a noite achei todas minhas coisas amontoadas no quintal de casa, sinceramente não consigo consigo compreender o que você entende por definitivo. Lembra última vez? alias, você disse a mesma coisa.
                         Suspirei. Aquilo era verdade.
                  _ Ela só está um pouco irritada.
                Seus olhos reviraram-se para o teto desfocando-se dos meus. Sorriu debochado.
           _ Como sempre... sabe, se eu a colocasse para fora de casa todas as vezes que me irrito com ela sem dúvidas ela viveria na rua. Denise está louca. Cada vez mais. E parece que só eu percebo isso. Ela vai surtar a qualquer momento. Anote isso.
                         Deu uma breve pausa. Sorrira como um maniaco para o nada.
                    _Disse que não me quer ver nem pintado de ouro... e soa engraçado pra mim, afinal sempre achei que isso fosse mais real  como "cravado de diamantes" na realidade. E analisando os valores  agregados a um e outro, a diferença é consideravelmente significativa... se é que me entende.
                      Toda os traços que compunham sua expressão sarcástica, deixava notavelmente explicito sua indiferença mediante aquelas palavras. Bufei.
                     _ E me procurou porque? -questionei  sustentando uma seriedade obvia- até agora rodamos, rodamos e ao menos chegamos a um ponto definitivo. Ao menos nada que fizesse sentido.
                     _ Você sabe. Eu não posso viver na rua... e ficar hospedado na casa de amigos feriria meu orgulho demais... não queria pedir isso, a última vez que passei anoite em sua casa as coisas se complicaram muito, mas...
                          _ Que bom que sabe. - interrompi antes que terminasse- Denise e eu já temos conflitos demais. E acobertar você lá em casa mediante um crime no qual você já se confessou culpado, seria mais motivos para que iniciássemos uma guerra familiar desnecessária. Ela vai dizer que estou te  protegendo quando deveria ser incriminado, o que não é verdade.
                          _ Qual é... só tenho você agora... sabe que não poderia sobreviver muito tempo sob as éticas, morais e bons princípios de Carmencita Whitee - deu uma pausa- também ela já me expulsou uma vez e a segunda seria fácil.
                              _ O que não me espanta.
                              _ Mas isso só aconteceu depois do senhor seu pai se queixar com ela. Eu disse que ele tava num velho caquético e gagá, e acho que não gostou muito da brincadeira... bem tive meus motivos... e confesso que não era tão brincadeira assim. Já notou que as pssoas ficam mais felizes quando omitimos coisas?
                          O olhei pasmada. Ele era mesmo inacreditável.
                     _Nã0 acredito que você...
                     _ ELe me irrita! - tentou se defender- aquele dia ele ficou me cutucando o tempo todo, daí uma hora acabei explodindo. Segurei muito até... e ele mereceu.
                            Silêncio. Balançei a cabeça negativamente ainda sem engolir os motivos que o levaram a cometer aquela audácia.
                 _ Titia, você sabe que meus problemas com o vovô já se arrastam à 18 anos. Não querendo aliviar a sentença da Denise, que alias não é pequena. Você sabe que o vovô é o principal motivo que leva a mamãe me odiar tanto.
                   Deu um pigarro. Ficou pensativo enquanto escorregava os dedo por meus papéis freneticamente.
                    _ Sem acusações. - Disse enquanto abandonava o ar de durona. Estava compreensiva agora- Sabemos que a Denise não odeia você, e o papai muito menos. Precisa entender que todos nós passamos por uma fase complicada aquela época. Ela jamais vai te odiar. É sua mãe . Te ama. Só não consegue lhe dá muito bem com você,  por a relação de vocês ser meio... instável. Ela tem 32 anos, é normal que se sinta assim mediante sua rebeldia.
                                _ ÓTIMO! voltei a ser culpado.- Me olhou- Então me explica porque ela consegue se dá tão bem com a Bia.
                                 Suspirei.
                        _ São circunstancias extremamente opostas. Tem idéia de como pra ela foi difícil ser mãe aos treze? Eu estava lá, eu vivenciei o drama com ela e acredite você não suportaria se estivesse no lugar dela.
                      Seus olhos voltaram ao nada novamente. Como se tentasse viajar a algum lugar que não o pertencesse. Um leve sorriso iluminou-se no canto de seus lábios deixando-me mais aliviada com toda a tensão do assunto que abordávamos.
                      _ Eu entendo isso. Mas não me julgo culpado por a vida dela ter caído em decadência. Queria me entender com ela, que no minimo nos falássemos feito gente. Ela tá mal com toda essa coisa do divórcio... queria poder ajudar de alguma forma... Todo mundo pode acha r que não me importo mais não verdade.
                             Caminhei em direção a ele lentamente e sorri quando toquei seu ombro afagando-o carinhosamente.
                                  _ Eu não pensaria ao contrario. Precisa mesmo dar força á ela... mas mudando de assunto, onde você está?  onde passou a noite?
                             _ No jardim. E acredite ela fez questão de acionar o irrigador durante a madrugada. É perversa.
                              Não havia ficado surpresa com a maldade de minha irmã  mais velha.
                                       _ Bem a cara dela convenhamos. Talvez possa ficar la´em casa até que as coisas se resolvam, eu não deveria mas...
                                  Ele saltou da cadeira  abraçando-me com força  e beijou meu rosto antes concluisse minha fala. Estava satisfeito com nossa conversa.
                                        _ Valeu tia! você é o máximo! sempre me salvando...
                                    _ É... sinceramente não consigo ver o que seria de você caso eu não existisse.
                                  Christian suspirou profundamente e soltou o ar dos pulmões nitidamente aliviado. Soltou-me. Voltou a me abraçar.
                    _ Cara porque não sou seu filho...- perguntara a si mesmo.
                   _Porque eu jamais seria mãe aos treze - respondi em meu a uma risadinha- mas preciso trabalhar agora...
                      Me soltou. Sorriu.
           _ Pegue a chave reserva na portaria e comporte-se até que eu chegue. Isso parece difícil?
                _ De maneira alguma... nos vemos mais tarde então.
                     Beijou minha bochecha novamente. Então voltou a esboçar um sorriso gratificante nos lábios, e se afastou caminhando em direção a porta. Acenou.
                        Confesso. Sempre tive uma queda altamente materna por meu sobrinho. Todo aquele zelo, tudo aquilo de proteção, amor e carinho excessivos.. me tornava meu que uma mãe de verdade.  eu gostava de ser titulada assim. Afinal durante toda a vida havia o afugentado em meus braços, cedido colo , atenção tempo... Denise havia o rejeitado desde que soube da gravidez, e se eu não tivesse a apoiado ou intercedido em seus momentos surto emocionais certamente o Chris não estaria ali para me abraçar como havia me abraçado. Beijado. O aborto fora sua principal ideia até finalmente ele tivesse nascido. Talvez seje por isso que tenha o adotado de certa forma. Ele era tão pequeno e frágil... precisa de mim, de meu amor, minha proteção... não poderia suportar ver a carencia daqueles olhos acinzentados e continuar como platéia. Então tomei o papel principal.
                                   O fato de sermos tão próximos, incomodava Denise de uma forma absurda, e ela nunca havia procurado um meio de esconder isso, ao contrario, divulgaria em outdoors se necessário. Sempre considerei esse um dos principais motivos dela ser tão distante do filho. Ele gostava de mim, preferia não se entender com a mãe a abalar nossa relação.
                                  De qualquer forma tanto eu quanto minha irmã, sabíamos que  sua relação com Christian nunca atingiria o nível que sustentávamos. A solidez. Ao menos não se ele realmente não estivesse disposto a isso.
                                     Então me sentei em minha mesa novamente  esticando os braços para cima, enquanto mais uma vez tentava continuar meu trabalho de maneira eficaz. Procurei não ficar remoendo os problemas familiares em minha cabeça agora. 
                                               Respirei fundo. Voltei exatamente aonde havia parado.


















                    CÁP 2_ Até que morte nos separe

                                                        

 " Viviamos em mundos diferenets e distantes antes que Deus unisse nossos caminhos. O afeto tornou-se uma amizade pura e sincera. A admiração num amor grandioso e sublime. A partir de então decidimos que não ficariamos mais longe um do outro."

                  Familias       Lima     e      Albuquerque
                                                          
                                      Convidam para o enlace matrimonial de
     
                                            Julius             e             Roxane            



           Dei uma pausa em minha leitura. Senti como se um filme rodasse por minha cabeça.
       _ Ela vai casar...







                             

                    
   
     


Welcome


Viajar pela leitura
sem rumo, sem intenção.
Só para viver a aventura
que é ter um livro nas mãos.
É uma pena que só saiba disso
quem gosta de ler.
Experimente!
Assim sem compromisso,
você vai me entender.
Mergulhe de cabeça
na imaginação!

Clarice Pacheco