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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Lola e o garoto da casa ao lado_ Crìtica




Editora: Novo Conceito




Sei que você não é perfeita, mas são as imperfeições de uma pessoa que a tornam perfeita para alguém 

Lola e o Garoto da Casa ao Lado 




Emfim eu consegui ler este livro!
Desde de que soube do lançamento fiquei doida pra ler, e confesso que estava cheia de expectativas  para a tão apaixonante história, e devo confessar também que não me decepcionei em aspecto algum com a leitura. Hiper recomendo!
A narrativa da Stephanie Perkins já era perfeita em seu primeiro livro, (Anna e o Beijo  Francês, vou falar dele depois) mas nesse, melhorou muito, se é que havia algo para melhorar. Sua personagem principal, Lola, é bem diferente de Anna. Elas tem praticamente a mesma idade, mas Lola tem gostos diferentes, tem uma vida diferente.
E para quem estava morrendo de saudades de Anna e St. Clair já pode começar a comemorar. Os dois aparecem em Lola e o Garoto da Casa ao Lado. E digamos que tem um papel maior do que eu esperava. E sim, St. Clair continua lindo como sempre.
Claro que se supõem que, quando você comece a ler esse livro, você já tenha lido Anna e o Beijo Francês, porque se não leu mas pretende ler depois, você pegará alguns spoilers do mesmo. Só uma dica, mas se ler esse antes não há problema nenhum.
Lola é uma personagem bastante carismática. Ela me conquistou na primeira página - não estou exagerando. Com sua personalidade forte e estilo bem diferente do "normal" ela não passa despercebida em lugar nenhum. Ela não se veste, ela usa uma fantasia. E isso é o ponto alto nela. Ela não liga para as opiniões alheias - ligava antes, mas aprendeu a ignorar tudo isso - ela é o que ela quer ser. Ela tem um três desejos, e um deles é chegar no baile usando um vestido de Maria Antonieta, com peruca, anquinhas e tudo o mais. E além disso, usando um coturno preto.
Um ponto diferente, mas que me agradou bastante, foi a Stephanie abordar o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo. Eu nunca tinha visto isso em nenhum livro ya é gostei bastante da forma como Lola lida com a situação.
Porém, como nem tudo são flores, Lola também tem lá seus problemas. Ela namora Max o bad boy mais velho que conquista todas por onde passa. Mas quando a família Bell volta a ser sua vizinha, Lola recorda seu passado envolvendo aquela família, principalmente o filho mais novo, gêmeo de Calliope, Cricket.
Por falar na família Bell esse é o grande segredo do livro. Digamos que Lola teve um pequeno, e com pequeno eu quero dizer enorme, problema com a família que morava na casa ao lado, e toda vez que alguém se mudava para a casa lavanda ao lado da sua, seu coração disparava até que ela visse a nova família. Porém um dia ela vê um caminhão de mudança parando na frente da casa lavanda e quando percebe, a família Bell está de volta.
E a partir dessa mudança, seus problemas começam. O que se mostra pura aflição para Lola e mais história para nós do outro lado do livro.
Falando um pouco do trabalho gráfico do livro: Ficou perfeito! Cada começo de capítulo com uma fonte fofinha no topo da página e no rodapé da página detalhes que nos deixam encantados. *-* A revisão está quase perfeita também. Só encontrei alguns errinhos no final do livro, mas isso pode-se relevar.
Claro, com Lola e o Garoto da Casa ao Lado é um ya com alguns traços de chick-lit você já sabe o final, mas ele foi escrito de uma maneira tão fofinha que não tem como não amar. Juro que se mexer nesse livro em algum ponto, estraga.

sábado, 13 de abril de 2013

Dica de Livro!



Fique Comigo


                         Harlan Coben


“Coben descreve de forma sensacional a angústia e as reflexões de seus personagens. Com a mesma maestria com que narra essas imersões psicológicas, constrói as cenas de ação mais surpreendentes da ficção policial contemporânea.” – Booklist


 Link permanente da imagem incorporada

Autor: Harlan Coben |
Gênero: Romance
 288 Páginas | Arqueiro 2013



A vida de Megan Pierce nem sempre foi um mar de rosas. Houve uma época em que ela nunca sabia como seria o dia seguinte. Mas hoje é mãe de dois filhos,tem um marido perfeito e a casa dos sonhos de qualquer mulher – e, apesar disso, se sente cada vez mais insatisfeita.
Ray Levine já foi um fotógrafo respeitado, mas agora, aos 40 anos, tem um emprego em que finge ser paparazzo para massagear o ego de jovens endinheirados obcecados em se tornar celebridades.
Broome é um detetive incapaz de esquecer um caso que nunca conseguiu resolver: há 17 anos, um pai de família desapareceu sem deixar rastro. Todos os anos ele visita a casa em que a mulher e os filhos do homem esperam seu retorno.
Essas pessoas levam vidas que nunca desejaram. Agora, um misterioso acontecimento fará com que seus caminhos se cruzem, obrigando-as a lidar com as terríveis consequências de fatos que pareciam enterrados havia muito tempo.
E, à medida que se deparam com a faceta sombria do sonho americano – o tédio dos subúrbios, a angústia da tentação, o desespero e os anseios que podem se esconder nas mais belas fachadas –, elas chegarão à chocante conclusão de que talvez não queiram deixar o passado para trás.



Literatura Brasileira invade exterior: Os Dez autores brasileiros mais lidos no mundo.



    Ao contrário do que muitos podem pensar, nem só de Paulo Coelho vive a literatura brasileira no exterior. Ainda que, de fato, o escritor tenha entrado para o Livro dos Recordes, o Guinness Book, com sua obra O Alquimista – o livro mais traduzido do mundo (69 idiomas) – outros autores também conquistaram os leitores estrangeiros e vêm alcançando reconhecimento também em outros países. Mas conseguir que um livro seja publicado em outra língua está longe de ser um processo simples e exige muito mais do que talento na escrita.
     Segundo o escritor Milton Hatoum, em entrevista ao Portal Literal, apenas 3% dos livros lançados todos os anos nos Estados Unidos são traduções de obras estrangeiras. Além das dificuldades com a tradução, as diferenças culturais também costumam fazer com que o enredo de um livro torne-se desinteressante para o público leitor de outro país. Agnes Krup, diretora da agência literária Sanford J. Greenburger Associates, concorda com a afirmação em entrevista à revista Veja e afirma que “mesmo que um editor americano esteja interessado e por dentro de determinada cultura estrangeira, outras pessoas participarão da escolha dos livros, como o diretor de vendas, o de marketing e o de publicidade, gente que provavelmente não fala uma palavra de outro idioma. Eles não vão apoiar um projeto que torne o trabalho deles mais difícil”. Talvez seja por esse motivo, a proximidade da língua, que alguns países europeus, sobretudo a França, são mais receptivos a traduções de obras brasileiras que os norte-americanos.
      No entanto, nomes recentes no mercado literário brasileiro têm desafiado essa tendência e mostrado um avanço significativo na valorização de nossos livros no exterior. Dentre eles, podemos citar o escritor Bernardo Carvalho, que lançou o livro Nove Noites em 11 países e a escritora Patrícia Melo que com o livro Elogio da Mentira já está presente em pelo menos 20 países. Eduardo Spohr, escritor do livro A Batalha do Apocalipse, e Daniel Galera, autor de Mãos de Cavalo, também são apostas de sucesso, assim como o jornalista e estreante no universo literário Edney Silvestre. Seu primeiro romance, Se Eu Fechar os Olhos Agora, será publicado em pelo menos seis países. Mais veterano, Milton Hatoum já teve obras traduzidas para 17 idiomas e exibe na página principal de seu site, as capas de seus livros publicados no exterior.
Outra grande oportunidade para a literatura brasileira no exterior é a Feira de Frankfurt, na Alemanha, o maior evento internacional de livros do mundo que, em 2013, terá o Brasil como o grande destaque. Provavelmente, diversas editoras estarão à procura de autores brasileiros, repetindo a façanha de 1994, quando nosso país também foi destaque na feira e, depois do evento, o número de traduções de livros nacionais aumentou substancialmente, levando a literatura brasileira ao patamar de livros mais traduzidos na Alemanha (sede do evento). No entanto, no final dos anos 90, a falta de continuidade nos incentivos governamentais fez com que o ritmo da presença brasileira no exterior diminuísse consideravelmente.
Mas esse ano, diante da importância do evento de 2013, o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, apresentou o programa federal de estímulo à internacionalização da literatura brasileira. O Programa de Apoio à Tradução e Publicação de Autores Brasileiros no Exterior prevê o investimento de pelo menos R$ 12 milhões ao longo dos próximos dez anos. Entre as várias iniciativas do programa, destaca-se um substancial aumento nos valores das bolsas de tradução e no apoio à reedição de obras de autores nacionais no exterior.
      Para o escritor e jornalista norte-americano Benjamin Moser é preciso que o país divulgue mais sua cultura literária no exterior se quiser reconhecimento internacional. “Acho que o Brasil poderia fazer muito mais para promover a literatura brasileira internacionalmente. As pessoas fora do Brasil têm uma ideia muito vaga do país. Acho que desde Carmen Miranda não tem mudado muito”, afirma Moser que, em 2009, publicou Clarice, biografia de Clarice Lispector.
Mas, afinal, quem são os autores nacionais mais lidos no exterior? Em 2012, o projeto Conexões Itaú Cultural organizou o Mapeamento da Literatura Brasileira no Exterior. Já são mais de 192 autores mapeados e dentre eles, vários gêneros literários. Mas os clássicos parecem continuar sendo preferência internacional.


Pense Nisso*


"Não faças do amanhã o sinônimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olhes para trás ... mas vá em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te."

                                                                   Charles Chaplin




*Boa Tarde!*

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Antes de Morrer _ Crítica



Autor:  Jenny Downham,
 Categoria: Literatura Estrangeira / Romance


  A história do livro é mesmo linda.  sem dúvidas agora está na lista dos livros mais emocionantes no qual já li na vida _- e não foram poucos!.
   Tessa, ou Tess, era uma menina apaixonante, cheia de vontade de viver e com planos para o futuro. Aos 12 anos foi diagnosticada com leucemia.  Depois de se dedicar por anos  a um tratamento exaustivo,  seu caso  tende a piorar, levando-a assim a  desistir  tudo e fazer o que tinha vontade de fazer antes de morresse.
     Usou drogas, teve a primeira vez, se apaixonou e uniu os pais separados de novo, fazendo com que sua família ficasse unida novamente para aguardar o momento de sua morte.
    A autora usou aquela ideia de que antes de morrer você vê sua vida passar na sua frente e foi mais ou menos assim o fim da trama.
    O que a princípio parece ser bem surperficial,  mas vai aos poucos se tornando profundo e fazendo questionamentos sobre a vida, a morte, o amor... Acho que é exatamente essa a intensão da autora, dar essa idéia de amadurecimento da personagem, através do amadurecimento da narrativa.
    O livro é em primeira pessoa, o que nos fornece uma visão bem proxima do que a Tessa está passando. O mais interessante foi o trabalho da autora no final do livro, construindo os capitulos e a narrativa, de forma que acompanhasse o estado de espirito e de saúde da Tessa. Esse trabalho com a linguagem me agradou muito.  
   A descrição do relacionamento entre Tessa e seu namorado é bem precisa e, para mim, nao deixou nada a desejar. A forma como a primeira noite dos dois é narrada, dá aquele aperto no coração, fazendo pensar "Ah, eu queria uma noite dessas".

  Do ponto de vista da abordagem do tema o livro não é exatamene inovador,  é bem conduzido e proporciona emoção - principalmente nas últimas páginas, quando o óbvio acontece, mas do jeito mais tocante possível, o suficiente para me arrancar densas lágrimas.
    A única coisa que me incomodou foi a infantilidade da Tessa no início do livro, mas depois eu entendi que era o jeito da personagem de lidar com a doença. É bom lembrar que ela só tem 16 anos.
   Quem não gosta muito dessa temática meio dramática, provavelmente não vai gostar tanto, mas ainda assim é uma leitura que eu recomendo. 



“O retrato mais honesto e confiável de uma jovem em risco – não, além do risco – que podemos encontrar na literatura recente.” — jornal The New York Times



Trecho:



    Sei que estou no hospital assim que abro os olhos. Todos eles têm o mesmo cheiro, e o tubo preso ao meu braço é dolorosamente conhecido. Tento me sentar na cama, mas minha cabeça desaba e a bile sobe pela minha garganta.

Uma enfermeira corre para junto de mim com uma bacia de papelão, mas chega tarde demais. A maior parte acaba em cima de mim e nos lençóis.

– Não tem problema – diz ela. – Vamos limpar isso rapidinho.

Ela enxuga minha boca, depois me ajuda a virar de lado para poder desamarrar minha camisola.

– O médico já vem – diz ela.

Enfermeiras nunca dizem o que sabem. São contratadas por sua boa disposição e pelo volume dos cabelos. Precisam ter um aspecto vivo e saudável, para servir de incentivo aos pacientes.

Ela conversa comigo enquanto me ajuda a vestir outra camisola, conta-me que já morou perto do mar na África do Sul e diz:

– O Sol lá é mais próximo da Terra, e sempre faz calor.

Ela tira os lençóis de baixo de mim e aparece com outros, limpos.

– Aqui na Inglaterra meus pés estão sempre muito frios – continua. – Agora vamos rolar você de volta. Um, dois, três e… Isso, prontinho. Ah, bem na hora… O médico chegou.

Ele é careca, branco e de meia-idade. Cumprimenta-me educamente e arrasta uma cadeira de debaixo da janela para se sentar ao lado da cama. Sempre espero que em algum hospital, em algum lugar deste país, eu vá encontrar o médico perfeito, mas nenhum deles nunca é o certo. Quero um mágico de capa e varinha de condão, ou um cavaleiro com uma espada, alguém destemido. Esse de hoje é inexpressivo e educado como um vendedor.

– Tessa – começa ele –, você sabe o que é hipercalcemia?

– Se eu disser que não, posso ter outra coisa?

Ele parece espantado, e é exatamente esse o problema: eles nunca entendem direito a piada. Queria que ele tivesse um assistente. Um palhaço seria bom, alguém para lhe fazer cosquinhas com uma pena enquanto ele dá seu parecer médico.

Ele folheia o prontuário que tem no colo.

– Hipercalcemia é uma patologia em que a sua taxa de cálcio fica muito alta.

Estamos tratando você com bisfosfonatos para baixar essa taxa. Você já deveria estar se sentindo bem menos confusa e enjoada.

– Estou sempre confusa – digo a ele.

– Tem alguma pergunta?

Ele me olha como quem espera alguma coisa, e detesto decepcioná-lo, mas o que eu poderia perguntar para esse homenzinho sem graça?

Ele me diz que a enfermeira vai me dar um remédio para me ajudar a dormir. Levanta-se e se despede com a cabeça. Essa é a hora em que o palhaço faria um caminho de cascas de banana até a porta, depois viria se sentar na cama comigo. Juntos riríamos nas costas do médico enquanto ele se retirasse com seu passinho corrido.

Está escuro quando acordo, e não consigo me lembrar de nada. Isso me apavora. Durante uns dez segundos, luto contra a realidade, chutando os lençóis embolados, convencida de que fui raptada ou algo pior.

É papai quem corre até junto de mim, afaga minha cabeça, sussurra meu nome várias vezes como se fosse uma fórmula de magia.

É então que me lembro. Eu pulei dentro de um rio, convenci Cal a me acompanhar em um ridículo surto de compras, e agora estou no hospital. Mas o intervalo de esquecimento faz meu coração bater depressa como o de um coelho, porque de fato, por um minuto, esqueci quem eu era. Tornei-me ninguém, e sei que isso vai acontecer de novo.

Papai sorri para mim.

– Quer um pouco d’água? – pergunta. – Está com sede?

Ele me serve um copo d’água da jarra, mas sacudo a cabeça, e ele torna a pousá-lo sobre a mesa.

– A Zoey sabe que eu estou aqui?

Ele remexe no bolso do casaco e tira um maço de cigarros. Vai até a janela e a abre. O ar frio se insinua para dentro.

– Você não pode fumar aqui, pai.

Ele fecha a janela e torna a guardar os cigarros no bolso.

– Não – diz. – Acho que não. – Volta a se sentar, estende a mão para segurar a minha. Imagino se ele também terá esquecido quem é.

– Eu gastei muito dinheiro, pai.

– Eu sei. Não faz mal.

– Nem achei que o meu cartão conseguisse fazer tudo aquilo. Em cada loja, achava que fossem recusar o cartão, mas isso nunca aconteceu. No entanto, guardei todos os recibos, então a gente pode devolver tudo.

– Shhh – diz ele. – Está tudo bem.

– O Cal está legal? Eu assustei ele?

– Ele vai sobreviver. Quer falar com ele? Está lá fora no corredor com a sua mãe.

Nunca, ao longo dos quatro últimos anos, todos os três vieram me visitar ao mesmo tempo. Sinto medo de repente.

Os dois entram, muito sérios, Cal apertando a mão de mamãe, mamãe parecendo fora de lugar, papai segurando a porta aberta. Todos os três ficam em pé ao lado da cama olhando para mim. Parece a premonição de um dia que ainda irá acontecer. Mais tarde. Agora não. Um dia em que não vou conseguir vê-los olhando, nem sorrir, nem lhes dizer para pararem de me assustar e se sentarem.

Mamãe puxa uma cadeira para mais perto, inclina-se e me dá um beijo. Seu cheiro conhecido – o sabão em pó que ela usa, o óleo de laranja que passa no pescoço – me dá vontade de chorar.

– Que susto você me deu! – diz ela, e sacode a cabeça como se simplesmente não pudesse acreditar.

– Também fiquei com medo – sussurra Cal. – Você desmaiou no táxi, e o motorista pensou que você estivesse bêbada.

– Foi mesmo?

– Eu não sabia o que fazer. Ele disse que, se você vomitasse, a gente ia ter que pagar uma taxa extra.

– E eu vomitei?

– Não.

– E aí você mandou ele ir pastar?

Cal sorri, mas o sorriso treme nos cantos.

– Não.

– Quer vir sentar aqui na cama?

Ele faz que não com a cabeça.

– Ô, Cal, não chora! Vem sentar aqui na cama comigo, vem. Vamos tentar lembrar de todas as coisas que a gente comprou.

Mas, em vez disso, ele se senta no colo de mamãe. Acho que nunca o vi fazer isso. Não tenho certeza de que papai tenha visto também. Até mesmo Cal parece surpreso. Ele se vira para o ombro dela e começa a soluçar desbragadamente. Ela afaga suas costas, traçando círculos com a mão. Papai olha pela janela. E eu estico os dedos por cima do lençol à minha frente. Estão muito magros e brancos, como as mãos de um vampiro, capazes de sugar o calor de qualquer pessoa.

– Quando eu era pequena, sempre quis ter um vestido de veludo – diz mamãe. – Um vestido verde, com gola rendada. Minha irmã tinha um e eu nunca tive, então entendo o que é querer ter coisas bonitas. Se você algum dia quiser ir fazer compras de novo, Tessa, posso ir com você. – Ela indica o quarto com a mão em um gesto extravagante. – Vamos todos!

Cal se afasta do ombro dela para olhá-la no rosto.

– É? Eu também?

– Você também.

– Só imagino quem vai pagar! – diz papai de seu lugar junto ao parapeito da janela.

Mamãe sorri, seca as lágrimas de Cal com as costas da mão, depois beija sua bochecha.

– Salgadas – diz. – Salgadas como o mar.

Papai a olha fazer isso. Pergunto-me se ela sabe que ele está olhando.

Ela começa a contar uma história sobre sua irmã mimada, Sarah, e um pônei chamado Tango. Papai ri, e diz que ela não pode reclamar de ter tido uma infância de privações. Ela então o provoca, contando-nos como deu as costas a uma família rica para ficar na pior casando-se com papai. E Cal pratica um truque com uma moeda, passando uma libra de uma das mãos para a outra, e em seguida abrindo o punho para nos mostrar que ela sumiu.

É maravilhoso ouvi-los conversar, suas palavras deslizando umas para dentro das outras. Meus ossos não doem tanto com eles três assim tão perto. Quem sabe, se eu ficar bem paradinha, eles não percebam a lua pálida do lado de fora da janela, nem ouçam o carrinho de remédios sacolejando pelo corredor. Poderiam passar a noite aqui. Poderíamos fazer bagunça, contar piadas e histórias até o sol raiar.

Mas, depois de algum tempo, mamãe diz:

– O Cal está com sono. Vou levar ele pra casa agora e pôr ele na cama. – Vira-se para papai. – Te vejo lá.

Ela me dá um beijo de boa-noite, depois me sopra um outro da janela. Chego a senti-lo aterrissar na minha bochecha.

– Tchau, fedorenta – diz Cal.

E eles vão embora.

– Ela vai dormir na nossa casa? – pergunto a papai.

– Parece mais fácil, só por hoje.

Ele se aproxima, senta-se na cadeira e segura minha mão.

– Sabe – diz –, quando você era bebê, eu e sua mãe ficávamos acordados durante a noite vendo você respirar. Tínhamos certeza de que você ia se esquecer de respirar se a gente parasse de olhar. – Sua mão muda de posição, o contorno de seus dedos fica mais suave. – Pode rir de mim, mas é verdade. Fica mais fácil quando os filhos crescem, mas nunca passa. Eu me preocupo com você o tempo inteiro.

– Por que você está me dizendo isso?

Ele dá um suspiro.

– Sei que você está armando alguma coisa. O Cal me contou sobre uma tal lista que você fez. Preciso saber do que se trata, não porque eu queira te impedir, mas porque quero garantir que vai estar segura.

– Não é a mesma coisa?

– Não, acho que não. É como se você estivesse dando o melhor que tem pra outra pessoa, Tess. Ser deixado de fora disso dói demais.

Sua voz vai sumindo. Será que é só isso mesmo que ele quer? Ser incluído? Mas como posso lhe contar sobre Jake e sua estreita cama de solteiro? Como posso lhe contar que foi Zoey quem me mandou pular, e que eu tive de dizer sim? Ainda restam sete coisas a fazer. Se eu lhe contar, ele vai tirá-las de mim. Não quero passar o resto da minha vida enrolada em um cobertor no sofá com a cabeça no ombro de papai. A lista é a única coisa que me faz seguir em frente.

—–


segunda-feira, 8 de abril de 2013



A Morte não é Nada


A morte não é nada. 
Eu somente passei para
o outro lado do Caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês,
Eu continuarei sendo.
Me dêem o nome que vocês sempre me deram,
Falem comigo como vocês sempre fizeram.
Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas,
Eu estou vivendo no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene ou triste,
Continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.
Que meu nome seja pronunciado 
como sempre foi,
Sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra ou tristeza.
A vida significa tudo o que ela sempre significou,
O fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora de seus pensamentos,
Agora que estou apenas fora de suas vistas?
Eu não estou longe,
Apenas estou do outro lado do Caminho...
Você que aí ficou, siga em frente,
A vida continua, linda e bela como sempre foi.

                                                                                  Autor Desconhecido
           

quarta-feira, 27 de março de 2013

Dica de Livro!

   Oiee  gente!!! Diferente de todas as vezes na qual separei um lugarzinho todo especial no meu Blog para indicar bons livros à vocês, hoje resolvi reforçar uma indicação que fiz a algum tempinho
      


                              A Última Música


                                                        Nickolas Sparks




Até mesmo para aqueles que já  viu a adaptação deste livro em filme, insisto muuuuuuuuito que leem este livro.
 Eu particurlamente confesso que sempre uma quedinha pelas histórias de Sparks. De verdade, creio que ele é o autor na qual mais me identifico ainda que não seje assim TÃO apaixonada por romances. Tenho muito em comum com a maneira que ele escreve. É tão singelo, verdadeiro de uma peculiaridade impar e altamente admiravél.
A sensibilidade cujo ele aborda tema tão simples, acaba os tornando extremamente complexos e isso me instiga de maneira impressionante. Talvez não só a mim mas todos aqueles que adoram seu trabalho.
Seu jeito excepcional e próprio de amor, da amizade, da familia, do perdão do recomeçar e especialmente da fé em Deus que algo que realmente consegue atingir meu eu mais íntimo, à cada página. Parece que toda vez que termino de ler um livro seu me encontro ma mesma pergunta: O que realmente é a vida?
E Sparks sempre deixa uma mensagem linda no final de cada um de seus livros. Uma moral que nos faz refletir por dias naquele mesmo assunto.
A Leitura de Á Última Música é suave, gostosa, não entedia e tem um detalhe que creio eu, ser fundamental para qualquer romance: não é extremamente meloso. Ao contrario, a relação entre a Ronnie e o Will é sudavel e bem próxima do considerado normal para a idade deles. O livro é tão bom que o li pela segunda vez e me senti tão emocionada e motivada como da primeira. O engraçado e que você não consegue parar de ler, por exemplo estava tão desesperada para chegar no fim da história que li as 397 páginas em muito menos de 17 horas. Não levei nem um dia para alcançar o fim, começei de manhã e terminei de noitinha.
A única coisa que me frustou pra caramba neste livro - não só neste mais na maioria dos livros escritos pelo Sparks- e que o autor tem sérios problemas em manter vivos os personagens que agente acaba se apegado. Sempre são os mais tocantes, como por exemplos a Jhenny de 'Um amor para  Recordar' - chorei viu-, mas tirando seu lado assasino, ler seus livros realmente vale a pena.
Então hoje quero que vocês tambem riam das besteiras do Jonah. Odeie a Blaze por uns capitulos. Que se surpreenda com a pessoa de Steve, e procure entende-lo a maior parte do tempo. Que se apaixonem pelo Will. Quero que tambem repudiem o Marcus, as vezes sinta raiva das palavras do Scott e principalmene que caminhe junto com a Ronnie desvendando todos seus enigmas, medos alegrias , tristezas, inseguranças prazeres, anseios e paixões.
Quero que tambem sinatam o turbilhão que emoções que sentir ao terminar de ler a última. E que tambem compartilhe isso com as pessoas.
Quero que tambem procure encarar a morte como só mais uma das condições humanas. Que riem, Talvez chorem, mas principalmente compreendam todo o contexto da história.
Bem, poderia escrever milhares de linhas se fosse escrever aqui  todos os motivos convincentes para lerem este livro, então me despeço com a citação do capítulo do livro que mais me comoveu.

Beijos, Karinny




sexta-feira, 22 de março de 2013

                                      




       
     
      ...  Então me dê um único sinal.
        Um único sinal. 
       Preciso de uma chance de quem possa me compreender.
       De quem fique comigo até o fim.
       Que me dê um rumo. 
        Uma saída.
       Que simplismente me ame.
        Alguem que me dê o verdadeiro significado de felicidade.


                                                                   Karinny Tatiane
                                                                                   22/03/2013






     * Acredite no Amor*

Acredite no Amor


Amor
Você sabe o que é amar?
Sentimento mágico, espontâneo…
Que te surpreende no momento que você menos espera.
Amar é cuidar, viver por duas eternidades.
Para que JAMAIS a pessoas dos seus sonhos pense em ir embora.
É correr atrás de objetivos os quais o seu coração aprova.
É embalar-se no desejo de se entregar de corpo e alma
Buscar seu amor a onde quer que for.
O amor é um sentimento perfeito, não foi feito para viver só.
Por isso respeite o momento certo,
e aproveite a chance que a vida lhe dá para amar e ser amado.
Dance quando a música começar a tocar.
Aproveite o dia!
Viva cada dia como se fosse o último de sua existência para que amanhã você não venha a se arrepender por não ter tido tempo de amar.
Seja confiante, o amor é um presente supremo para que os nobres de coração possam alimentá-lo cada dia mais e mais.
Se você se sente só, não se desespere, apenas observe mais ao seu redor,
se o seu amor já não estiver ao teu lado, ele está a caminho.
O amor é um sentimento inteiro quem ama se completa.
Quem ama sabe que a vida não é feita de um só coração.
Quem ama sabe que a melhor parte do amor é no momento em que os olhos se encontram e de tudo já se sabe mesmo antes dos lábios se mexerem.
Acredite no Amor… Ele existe!
Beije o Amor, pois o seu sabor é insubstituível.
Cada momento é único e certas coisas
podem jamais se repetir.
Acredite no amor, pois o amor já te conhece bem antes de você nascer. 


                         Autor Desconhecido.

Dica de Livro!

Dezesseis Luas

Kami Garcia




Sinopse

Ethan é um garoto normal de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos e totalmente atormentado por sonhos, ou melhor, pesadelos com uma garota que ele nunca conheceu. Até que ela aparece...  Lena Duchannes é uma adolescente que luta para esconder seus poderes e uma maldição que assombra sua família há gerações. Mais que um romance entre eles, há um segredo decisivo que pode vir à tona.



Dezesseis Luas nos apresenta ao nosso protagonista entediado, como eu gosto de chama-lo, Ethan. Ethan é um garoto do segundo ano na cidade de Gatlin, uma cidade muito pacata e a moda antiga na Carolina do Sul.
            Ele odeia a cidade e como ele diz, a cidade é quase sem segredos de tão pequena todo mundo sabe o que anda rolando por lá, mas ele pode estar enganado, talvez não conheça bem a cidade em que nasceu e cresceu. O menino tem um melhor amigo conhecido como Link, que tem uma mãe histérica a onde ela pensa que Harry Potter vai influenciar coisas ruins nas crianças e o Rock também conta, já a mãe de Ethan morreu a um tempo então seu pai quase nunca sai do escritório dele, já não parece ter vida e quem cuida do menino e do seu pai é Amma, uma velha senhora rígida e que tem manias de pregar amuletos pra todo o lado da casa.
            Ethan tem sonhos quase toda a noite com a mesma garota e parecem muito reais, mas nunca viu a menina e nem sabe quem é, só sabe que precisa salva-la e que sempre era difícil de não ficar mexido com os sonhos. Um dia uma menina nova na cidade aparece, Lena, a sobrinha do Velho Ravenwood que é um cara que nunca sai de sua casa. Como Lena é nova e diferente na cidade, muitas pessoas passam a ter preconceito com ela, pois ela nunca fez parte de Gatlin e principalmente as mulheres membros do FRA – Filhas da Revolução Americana -- como a mãe dos populares na escola.
            A partir de Lena tudo muda, muitas pessoas tem preconceito por ela não fazer parte deles, Ethan tem problemas por estar perto dela, ela lembra a garota dos sonhos. Ethan finalmente vai descobrir o que acontece na Gatlin que ninguém pode ver, Lena vai descobrir mais do que isso, os dois terão que estar juntos pra isso. Lena e Ethan são como dois adolescentes rebeldes curiosos e infringindo regras, mas eles não se importaram com mais nada.
            O livro é fruto de duas novas autoras, Kami Garcia e Margaret Stohl, o primeiro romance das duas e já esta muito bom. O pacote é completo: Uma cidade pacata, nenhum personagem sera esquecido, mistérios, bruxaria, reencarnação etc... Elas tem uma ótima narrativa e com certeza uma escrita muito criativa.




                                                        






domingo, 17 de março de 2013


                                                    Apreciar a vida


                                                                         Vyrena


 Valerá a pena nascer? Viver num mundo repleto de maldade, violência, corrupção, ganância, sofrimento, infelicidade? Vamos virar a moeda? Prestar atenção à beleza e no que traz felicidade? Se olharmos para a natureza encontraremos, com certeza, motivação para viver, lutar, crescer, e, assim, muita coisa mudar. Há tanto para sentir, tanto para apreciar: Um por do sol, ou alvorecer; A noite enluarada, com estrelas a brilhar; As florestas e os campos com sua harmonia de cores; O pássaro com seu harmonioso gorjear; A areia branca a ser beijada pelo mar; O desabrochar das mais belas flores. Ter nos braços o filho tão desejado, Vê-lo, pela primeira vez, sorrir, Segurar sua mãozinha... Ensiná-lo a andar, ouvir, encantado seu primeiro balbuciar! Por isso e por muito mais, apesar dos solavancos da vida, vale a pena aqui chegar, O que é bom apreciar... O errado, tentar mudar, A Deus agradecer, Viver e lutar!




sexta-feira, 1 de março de 2013

Tudo passa. Nada permanece inalterado. Nada permanece o tempo todo, do mesmo modo, no mesmo lugar. Inclusive aquilo que gostaríamos que não passasse nunca. Aprendi, embora tantas vezes esqueça e as circunstâncias me convidem a relembrar, que a ordem natural das coisas é a fluência, o movimento. O fechamento de um ciclo e a inauguração de outro.



                                                                                                      Ana Jácomo
                                                                               

                                                                
                                          by:Viajando pelas palavras, pensamentos & sentimentos


**Bom Dia!**

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Dica de Livro!


A última Casa da Rua 

Lily Blake, David Loucka e Jonathan Mostow 


Sinopse:

Em busca de uma nova vida, a jovem Elissa e sua mãe encontram a casa dos sonhos em uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos. A cidade tem um mistério. Um assassinato aconteceu bem na casa ao lado. Uma garota matou os pais de forma brutal e desapareceu. Hoje, quatro anos depois, apenas Ryan, o misterioso irmão mais velho, mora sozinho naquela mesma casa, sombria e esquecida no tempo. Indo contra tudo e contra todos, Elissa acaba se envolvendo amorosamente com o estranho rapaz. O que ela não sabe é o quão perigoso esse jogo pode se tornar...


Comentários

A relação entre Elissa e sua mãe Sarah, não está bem desde que seu pai saiu de casa, há mais de um ano ela não tem notícia dele, está muito ressentida por isso e para ajudar sua mãe parece nunca estar por perto quando ela precisa. Mas ao se envolver com um cara da escola, Sarah resolve que é hora de mudarem da cidade grande (Chicago) para uma cidade com uma melhor vizinhança e escola.
Ao chegarem na casa nova, inacreditavelmente grande e linda, elas avistam uma casinha mal conservada no final da rua, que foi palco de duplo homicídio, o que acabou causando a desvalorização imobiliária responsável por Sarah ser capaz de pagar o alugueal da nova casa.
Elissa não se dá bem com o pessoal da nova escola, que conenhamos, são bem babacas. Ao sair de uma festa, ela acaba aceitando a carona de uma garoto, Ryan, seu vizinho, odiado por todos na cidade, mas ao conversar melhor com ela, ela o acha incrivelmente sedutor e não parece ser o monstro que todos na cidade dizem ser. Só porque o cara mora sozinho na casa que seus pais foram assassinados por sua irmã não quer dizer que ele seja perigoso, certo?
A narrativa é feita em terceira pessoa, principalmente sob o ponto de vista de Elissa, mas Ryan também tem seus momentos. Com poucas páginas, os personagens não são bem desenvolvidos,a autora poderia ter se baseado no roteiro do filme, mas criado uma bagagem emocional para os personagens envolvidos na trama. O enredo é tenso com boas reviravoltas e um final inesperado. A leitura é rápida, fluida e com uma boa dose de suspense, o terror aparece pouco, mas perto do final da trama.
Durante a leitura, fica evidente que o livro foi baseado em um filme, ou seja, apenas as informaçlões necessárias para um bom enredo estão presentes. A ambientação só é boa quando interessa, como a casa antiga, mas a escola e arredores ficam apenas por conta da imaginação do leitor, bem como os personagens secundários.
Leitura de um dia recomendada para quem gosta de suspense, sem muitos detalhes e profundidade de personagens, mas com um final digno de deixar o leitor surpreso.


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

“Tem coisa que eu deixo passar. Não vale a pena. Tem gente que não vale a dor de cabeça. Tem coisa que não vale uma gastrite nervosa. Entende isso? Não vale. Não vale dor alguma, sacrifício algum.”


                                                                                        Cazuza
                                                       By :mensagensbonitas


                                                            **Boa Tarde**

Welcome


Viajar pela leitura
sem rumo, sem intenção.
Só para viver a aventura
que é ter um livro nas mãos.
É uma pena que só saiba disso
quem gosta de ler.
Experimente!
Assim sem compromisso,
você vai me entender.
Mergulhe de cabeça
na imaginação!

Clarice Pacheco